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O chute inicial da Copa

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 17/05/2014

Memorize este nome: Miguel Nicolelis. Provavelmente você ouvirá falar bastante dele nas próximas semanas, a partir do chute inicial da Copa 2014. Chute que poderá ser um dos mais importantes arremates no principal torneio futebolístico mundial.
Médico e neurocientista brasileiro, Nicolelis é um dos brasileiros mais conhecidos nos meios acadêmicos internacionais e seu nome é cotado para receber o Nobel de Medicina. Lidera há anos uma equipe internacional de pesquisadores que investiga a possibilidade de controlar máquinas através do cérebro. Uma das grandes aplicações da pesquisa é possibilitar a movimentação de pessoas com paralisia corporal. Sinais cerebrais transmitidos a uma vestimenta robótica usada pela pessoa permitem que essa vestimenta leve a pessoa a se movimentar.
Parece ficção, mas a comprovação experimental do controle de máquinas diretamente pelo cérebro já aconteceu há alguns anos. A potencialidade da descoberta é tamanha que consta na lista do Instituto de Tecnologia de Massachussets sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.
Na abertura da Copa, no dia 12 de junho, um paraplégico, vestindo um “exoesqueleto” controlado pela mente dará o chute inicial do torneio, exibindo para todo o mundo um feito científico magnífico liderado por um cientista brasileiro. Será um chute simbólico. Com a repercussão, Nicolelis espera angariar apoio científico e político para prosseguir nas pesquisas e tornar viável a popularização dessa tecnologia.
Em recente entrevista à BBC Mundo, o cientista afirmou que desde novembro do ano passado estão sendo realizados treinamentos com paraplégicos num laboratório em São Paulo e que há dez dias um deles conseguiu chutar uma bola. “Então, do ponto de vista científico, clínico e tecnológico, já cumprimos os objetivos que nos propusemos: o exoesqueleto está sendo controlado por atividade cerebral e está dando retorno na forma de sinais para o paciente. Agora, estamos trabalhando na fase final do treinamento dos pacientes. Mas quero enfatizar que é só o começo. Nossa proposta sempre foi criar essa tecnologia e fazer a demonstração na abertura da Copa. No entanto, o evento é apenas o primeiro passo simbólico dessa nova abordagem para cuidar de pacientes com paralisia grave”, esclareceu Nicolelis.
Embora seja uma experiência de ponta da ciência mundial, sua sede no Brasil está num local emblemático: o Instituto Internacional de Neurociências de Natal está instalado há dez anos na periferia da capital do Rio Grande do Norte. Sua concretização foi apoiada diretamente pelo Presidente Lula, um entusiasta do projeto. O instituto está voltado a questões sociais locais e mantém escolas de educação científica para mais de 1.500 crianças. Nicolelis e seus colegas estão convencidos de que grandes empreitadas científicas podem dar certo em regiões pobres e estar a serviço do desenvolvimento social.
O chute inicial da Copa certamente ajudará a projetar uma imagem positiva do Brasil no campo da ciência e da educação, aproveitando um momento de grande exposição do país na mídia internacional.