Edição do dia 18/02/2020

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EDUCAÇÃO

Mais paciência com a juventude

Focando no Esporte - Júlio Mello - 05/06/2014

Os nossos jovens estão morrendo por motivos fúteis. Neste ano, eu perdi dois jovens que eram promessas de futuro no nosso esporte. Ezequiel Pires, que jogava no Avenida, faleceu no final de abril, e agora no final de semana passado eu perdi o Dalvan, que batia um bolão. O motivo da sua morte pouco interessa e sim que ele se foi e isso é o que dói mais. Ezequiel com 21 anos e Dalvan Porto da Silva, irmão do Cebolinha, tinha 22 anos, ambos foram cedo demais para o reino do Nosso Senhor. Eu trabalho com esporte há mais de 30 anos e vejo poucas pessoas talhadas para lidar com os jovens. Os que estão aí na ativa não possuem um pingo de paciência com a gurizada. A maioria dos treinadores só querem jogadores prontos.
Eu fico pensando, o que essa meninada que é um número bastante efetivo vai fazer se não ganhar oportunidade de verdade. Um trabalho a longo prazo e com um projeto sólido e respeitável. Acreditar que os nossos jovens possuem qualidades e claro que eles vão errar, errar e mesmo assim nós temos que continuar acreditando, que é possível, que a nossa gente possa fazer o correto. Vamos trabalhar com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e tudo que é possível colocar à disposição deles. Não adianta um diretor qualquer sem formação alguma, querer dizer se este ou aquele jovem reúne ou não condições de praticar esportes. Não quero aqui julgar ninguém, mas a maioria dos nossos “entendidos” em futebol só avaliam se um jovem tem ou não condições de praticar esportes através do achômetro.

Mais paciência com a juventude ainda

Realmente estou muito triste com a perda do Dalvan. Não gosto de velórios e enterros, e tenho dificuldades para confortar alguém neste momento triste da vida dos familiares envolvidos. Já fiquei indignado com a morte do Lelino, depois o Ezequiel e agora o Dalvan. Para este amigo que conhecia bem estes jovens, é uma perda irreparável. Pois sempre tive uma boa amizades com todos eles. O Dalvan começou muito pequeno a jogar comigo. Tinha apenas 7 anos, quando foi lá no Polivalente jogar futsal, nem força não tinha quase para bater na bola. Com o tempo foi crescendo e adquirindo cada vez mais habilidade. Chegou a receber proposta para jogar no Juventude, mas não quis ir. Jogou na Assaf por alguns anos, mas não se firmou. Um potencial muito grande que não se concretizou por estas coisas da vida de jovem. Eu mantinha contato quase que semanal com o menino e, mesmo assim, não consegui evitar o pior.

Um sonho que quero realizar

Um dia eu ainda quero realizar um sonho em Santa Cruz. Reunir os nossos jovens em torno de um time e seguir também com um trabalho social. Onde eles possam ter noções básicas de cidadania, etiqueta social e com todo o aparato que um projeto necessita. Eu sei que poderia encontrar diversas dificuldades no começo, mas que seria recompensado com o passar do tempo. Quem sabe um dia, um raio não cai nesta cidade. Vamos continuar pensando positivo e trabalhando pelo povo.

Um grande abraço

Tenho leitores que me cobram praticamente todos os dias algumas coisas que deixo de escrever. Para este colunista é uma satisfação saber disso. Na verdade, eu teria que mencionar o nome do doutor Carlos Moacir de Oliveira, que tem apoiado o nosso Periquito em sua caminhada para a Primeira Divisão. Moacir conhece os atalhos. Meus parabéns!