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Intervenção no PA: riscos de retrocesso na saúde

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 02/08/2014

Há cerca de dez anos Santa Cruz vem se transformando num “polo regional de saúde”, que engloba hospitais comunitários, cursos superiores de saúde, clínicas particulares, além dos órgãos da rede municipal e estadual. Um polo que atrai milhares de estudantes, profissionaise pacientes, gerando renda e emprego.
É um projeto coletivo, resultado da cooperação entre o poder público e as organizações comunitárias. Uma construção conjunta: Unisc, Hospital Santa Cruz, Prefeitura, Câmara de Vereadores, parlamentares, Corede, Amvarp, Conselho Municipal de Saúde, associações empresariais e sindicais, entre outras entidades.
O confronto da Prefeitura com o Hospital Santa Cruz/Apesc coloca em risco esse projeto coletivo. A intervenção no Pronto Atendimento assinala uma quebra de confiança que torna difícil o clima de cooperação. Diz o ditado que confiança só se perde uma vez. Todos têm a perder.
É importante ver as coisas como são. Três aspectos são fundamentais: 1. A saúde pública deve ser mantida por quem cobra impostos para essa finalidade, ou seja, a Prefeitura. Se a Apesc tiver que tirar recursos do caixa para custear a saúde pública só pode fazê-lo com dinheiro da mensalidade dos estudantes da universidade, o que não faz sentido. 2. Os altos custos do PA têm a ver com o elevado número de usuários, muito além da expectativa inicial, grande parte dos quais poderia ser atendido na rede municipal. Se os usuários não vão aos postos e sim ao PA, a responsabilidade é da Prefeitura, não da Apesc. 3. Só existe uma forma de diminuir os custos do PA: atender os casos simples na rede municipal. A melhor forma de fazer isso é fortalecer as ESFs, iniciar as atividades da UPA e melhorar o atendimento nos órgãos do município.
Não é necessário que exista um PA, nem que seja gerido pela Apesc. É só definir outra forma, talvez um Pronto Socorro Municipal ou Regional. Mas, qualquer especialista na saúde mostra que um Pronto Socorro é muito, mas muito mais caro do que os R$ 38 milhões que a Apesc necessita para manter o PA durante o ano.
Saúde de qualidade tem seu custo. Todos nos lembramos como era o antigo PU (Plantão de Urgência) municipal. O PU era bem mais barato. Convém ter olhos bem abertos: economizar em saúde pode significar economizar com a vida do povo humilde, que não tem plano privado de saúde, como foi comum ao longo da história.
Há muitas questões em jogo na relação entre Apesc, Unisc e Prefeitura. Por exemplo, muitos estudantes universitários dos cursos de saúde fazem seus estágios e seus estudos na rede municipal. São centenas de estudantes vivenciando os problemas ou prestando serviços, de acordo seu estágio de qualificação. São mentes abertas e curiosas que ajudam a repensar e melhorar o que está sendo feito. Vamos mandar todos esses estudantes para os municípios vizinhos?
Cedo vai ficar claro que a intervenção no PA não resolve nada, porque não vai à raiz do problema. Mas, pode causar prejuízos notáveis. O risco de retrocesso é bem real.