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Dois caminhos, dois projetos em disputa

João Pedro Schmidt

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 11/10/2014

O segundo turno entre Dilma e Aecioconstitui um cenário de disputa de projetos político-econômicos distintos. São projetos que o país já conhece nas suas linhas gerais. O mesmo não aconteceriacom Marina Silva, cujo programa deixou a impressão de não estar amadurecido, um caniço agitado ao vento.
Dilma encarna o ideário do Estado de Bem Estar numa versão social-desenvolvimentista, com importantes programas de redistribuição de renda,de integração das políticas econômicas e sociais e do papel ativo do Estado na indução do desenvolvimento. Um projeto que vem sendo reconhecido internacionalmente pela redução das desigualdadesno país, em contraste com o cenário global, que mostra aumento das desigualdades sociais.
Aecio encarna o ideário das reformas liberais do Estado de Bem Estar, com suas propostas de gerenciamento inspirados na iniciativa privada e com menor ênfase no social. Esse ideário orientou os governos de Fernando Henrique Cardoso. E, como em boa parte dos outros países em que foi testado, esse projeto entrou em crise no início dos anos 2000.Mas, passa o tempo, a memória de parcela da populaçãoperdenitidez sobre os impasses econômicos e sociais daqueles anos e ressurge a esperança nas fórmulas testadas no passado.
A diferença de projetos é real, evidenciado pelo reaparecimento de atores desprestigiados nos últimos anos, como o ex-presidente FHC, o banqueiro e ex-ministro Armínio Fraga e outros. O cenário é diferente, é preciso fazer concessões, mas detrás da retórica da mudança pulsa a alma econômica liberal, insatisfeita com o volume de gastos públicos com programas sociais, com o tratamento da Petrobrás como um instrumento do desenvolvimento nacional (não simplesmente como uma grande corporação econômica), com a lógicanão americanizada das relações internacionais, a exemplo da ênfase nas alianças com os países sul-americanos.
A retórica oposicionista contra a corrupção não passa de estratégia eleitoral, uma forma de atiçar e justificar o sentimento anti-PT de parcela do eleitorado. Há “patologias corruptivas” nos atuais governos e nos governos anteriores.O discursoanti-corrupção de Aecio não tem sustentação na realidade. Basta lembrar a compra de votos para a reeleição de FHC, o mensalão mineiro, o aeroporto nas terras do titio de Aecio, o escândalo do metrô de São Paulo e uma multidão de denúncias não apuradas pelos “engavetadores” e por um “jornalismo investigativo” que investiga basicamente só um lado das forças políticas.
Do ponto de vista da discussão dos projetos, vamos confiar num debate que mostre as diferenças. Vamos poder decidir que tipo de país queremos ser: pretendemosavançar na linha de um Estado de Bem Estar com mais igualdade social? Ou queremos uma economia forte, crescimento econômico, mas tolerantes em relação às imensas desigualdades sociais e à miséria que nos acompanha historicamente?
A campanha eleitoral tende a ser muito dura na TV, nas redes e nas ruas. O sentimento de ódio ao PT vem sendo atiçado. Espera-se, todavia, que novamente a maior parte do povo não se deixe levar por essa paixão negativa da política. Mesmo porque quem semeia ventos costuma colher tempestades.