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Ressurgir

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 04/04/2015

A Páscoa é uma comemoração extraordinária: ao celebrar a ressurreição, os cristãos celebram a vitória da morte sobre a vida. Fosse a morte na cruz o fim da trajetória de Jesus, seus seguidores poderiam ainda se inspirar em notáveis valores e práticas do Filho de Deus na sua caminhada terrena. Permaneceria intacta a mensagem de amor, de fraternidade e igualdade, de altruísmo e solidariedade, mas combinada com a ideia de que esses belos valores costumam ser derrotados pelas forças da morte. A ressurreição é o evento que transfigura o conjunto da mensagem cristã, indicando aos fiéis que a morte não é o fim da linha, que a morte é seguida de vida, de vida plena, e que mesmo os humilhados e derrotados nesta vida terão uma nova vida num plano superior.
A crença na ressurreição não é uma ideia nova ou específica do cristianismo. Outros povos antigos, como os egípcios, os chineses, os persas e os gregos tinham em sua cultura mitos vinculados ao ressurgimento. O mais conhecido é o mito grego da Fênix que renasce das cinzas. Nesse mito, a Fênix é um pássaro que, após longa vida, ao morrer, entra em combustão e mais tarde renasce das próprias cinzas. Por sua vida longa e seu dramático renascimento das cinzas, a fênix tornou-se símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual. No início da era cristã, a Fênix simbolizava o Cristo, aquele que recebera uma segunda vida, em troca daquela que sacrificara pela salvação da humanidade.
A ressurreição é tema central do cristianismo, mas também um tema central de qualquer espiritualidade, religiosa ou não, que parte da constatação de que viver implica em cair constantemente, errar, mas sempre reerguer-se. Reerguer-se, levantar após todas as quedas e seguir em frente é próprio do espírito saudável, do ânimo forte que impulsiona os seres humanos espiritualmente fortalecidos. Toda espiritualidade trabalha com a capacidade do ressurgir e de recolocar-se de pé de forma mais forte.
Ressurgir está associado biologicamente ao instinto de sobrevivência que compartilhamos com os demais seres vivos. Todos os animais constantemente precisam reerguer-se após ataques e ameaças a sua sobrevivência. Mas, nos seres humanos é mais do que instinto de sobrevivência, é algo maior. Ressurgir está associado ao constante anseio por novos estágios de vida, estágios superiores. Ressurreição nos lembra do impulso profundo que todos temos, embora por vezes sufocado, de buscar algo mais pleno, mais realizador, explicitado pelo adágio latino “ad maiora natus sum” (nascemos para coisas maiores).
A ressurreição é por isso uma celebração a ser partilhada por todos, religiosos ou não. É uma metáfora da nossa vida cotidiana, das pequenas mortes de todos os dias, que dão lugar à alegria de vencê-las e superá-las. A espiritualização é mais que isso, ela nos remete a um sentido mais profundo da nossa existência humana e nela a ressurreição significa um encontro com nossas raízes e com a plenitude, que se revela nas pequenas coisas, mas nelas não se esgota.
Viver é ressurgir.