Edição do dia 15/10/2019

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O trabalhador no capitalismo do século XXI

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 01/05/2015

A situação dos trabalhadores no capitalismo mundial dos dias atuais é a reflexão fundamental a ser feita no Dia do Trabalhador. 
A leitura do livro de Thomas Piketty, O Capitalismo no Século XXI, é esclarecedora em aspectos centrais acerca da condição do trabalhador no capitalismo dos últimos séculos. (Sempre é bom lembrar que o capitalismo não tem mais de trezentos anos e que a vida humana, desde o homo sapiens, tem em torno de 80 a 100 mil anos.) A constatação fundamental é: a riqueza se manteve mal distribuída ao longo de todo o período capitalista, com um breve período de redução da desigualdade (entre os anos 1940 e 1970) nos países ricos, quando os Estados nacionais utilizaram o mecanismo de elevados impostos sobre o capital para reinvestir esses tributos em serviços públicos de interesse coletivo. Desde a década de 1980, com os governos neoliberais, a desigualdade voltou a crescer em âmbito mundial, excetuados países como o Brasil, que implantaram programas de redistribuição de renda.
Didaticamente, Piketty explica que a difícil situação de grande parte dos trabalhadores não tem nada a ver com uma suposta redução da riqueza produzida pela humanidade. Pelo contrário, a riqueza das nações é hoje maior do que em qualquer outro período histórico, mas ela é basicamente riqueza privada, ou seja, em mãos de proprietários privados. A riqueza pública é baixa em grande parte dos países, por conta da dívida pública. 
Outra forma de mensurar a distribuição da riqueza é a divisão entre renda do capital e renda do trabalho. Grande parte dos economistas têm dado credibilidade à tese de que há uma estabilidade nessa distribuição: a renda do capital equivaleria sempre a 30% da renda nacional e a do trabalho a 70%. Piketty anota que a participação do capital já foi maior e que pode voltar a sê-lo, e que o processo histórico mostra diferenças de um país a outro. Ele também alerta para o otimismo ingênuo dos que acreditam que a tecnologia é por si um fator que valoriza necessariamente o trabalho frente ao capital e que estamos numa era em que o capital humano e o mérito individual substituem o capital mobiliário e financeiro. A lógica do processo econômico é política, diz. Ou seja: a maior organização dos trabalhadores num ambiente democrático é o que pode assegurar o avanço do trabalho frente ao capital.
A desigualdade das riquezas expressa-se nas diferenças entre países e continentes. Em 2012, para uma população mundial de 7 bilhões de pessoas, o produto interno bruto per capita equivalia a uma renda anual de R$ 30 mil por pessoa, ou seja, uma renda mensal em torno de R$ 2,5 mil. Nos Estados Unidos/Canadá, a média da renda mensal por pessoa era de mais de R$ 9 mil, enquanto na África Subsaariana não passava de R$ 450.
No fundamental (a qualidade de vida das maiorias), o capitalismo mostra-se tão desigual quanto na sua origem. Por isso, a luta continua.