Edição do dia 11/10/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Nota sobre as medidas de Leite - CPERS/Sindicato
GERAL - CPERS AVALIA MEDIDAS DE LEITE COMO PREJUDICIAIS
Exposição de Quadros das Soberanas fica aberta até dia 20 na Casa das Artes
VARIEDADES
Seguro? Só com corretor registrado
ESPECIAIS
Rotaract sedia olimpíada germânica
ECONOMIA - Competição visa promover integração entre os clubes do distrito rotário
Eduardo Leite discute pacote de reformas do funcionalismo
POLÍTICA
TecnoUnisc oferece oportunidades de inovação às empresas
EMPRESARIAL
Evento reúne grandes profissionais da arquitetura
VARIEDADES - 3ª Mostra de Arquitetura de Interiores acontece desde o dia 08 para convidados
Assembleia aprova a proibição de taxa em boletos
POLÍTICA - Maioria dos deputados estaduais votaram pelo fim da tarifa de emissão de boletos
Acordo define votação da Reforma da Previdência para dia 22
POLÍTICA
Programe-se para o feriado
GERAL
Dicas de presente especiais
ESPECIAIS - Neste Dia das Crianças proporcione aos pequenos cultura e educação
A realização do sonho
VARIEDADES - Samanta Heinen conquistou também vaga para concurso nacional
CremoLatto abre mais uma sorveteria
GERAL
Fim de semana tem o início da segunda fase
ESPORTES
Avenida empata em casa e se complica na Copinha
ESPORTES - Time fez uma grande partida, mas não matou o jogo
Torneio Internacional vai movimentar Oktober
ESPORTES - Competições iniciam nesta sexta e seguem até domingo, 13, no Centro Cultural 25 de Julho
Santa Cruz goleia dentro de casa e assume liderança
ESPORTES
1º Fórum acontece neste sábado
SAÚDE - Evento vai esclarecer fatores relativos à doença, tratamentos, bem-estar e direito dos pacientes

O que torna caro o governo?

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 16/05/2015

Os gastos dos governos são alvo permanente de críticas e contestações, o que, até certo ponto, é bom sinal. Os governantes não lidam com seu próprio dinheiro e sim com o dinheiro de todos, arrecadado via impostos. Os contribuintes (todos nós) temos o direito e o dever de acompanhar os gastos do nosso dinheiro.
Sobre esse tema polêmico é impossível evitar diferenças de opinião, mas é possível e necessário chegar a consensos sobre quais são os serviços públicos prioritários e um valor aproximado que os governos devem dispender com eles. A observação do que os governos dos países desenvolvidos têm feito nos fornece parâmetros importantes acerca de prioridades e custos. É o que faz o economista Thomas Piketty, no seu festejado livro “O Capital no Século XXI”.
Piketty mostra que até o início do século XX nenhum dos países ricos que ele analisa (EUA, França, Inglaterra, Alemanha e Suécia) tinha uma carga tributária superior a 10% do PIB. Era o tempo do Estado liberal. Com essa arrecadação, os Estados nacionais cuidavam basicamente das “funções soberanas”: polícia, justiça, exército, relações exteriores e administração geral. Havia algum investimento em escolas, universidades e hospitais, mas de forma bem limitada do ponto de vista da massa da população.
A partir dos anos 1920-1930 os países ricos aumentaram formidavelmente seus impostos, que passaram de cerca de 10% do PIB para 40-50% do PIB nos anos 1970. O Estado Fiscal acompanhou a evolução do Estado Social, cuja característica inovadora foi a de ser prestador de serviços públicos para a grande massa da população.
É muito esclarecedor ver o quadro das principais despesas sociais bancadas pela alta carga tributária nos países ricos. O principal destino dos impostos é a manutenção de sistemas públicos de educação e saúde (entre 10 e 15% da renda nacional); a segunda são as aposentadorias (de 10 a 15%); numa escala bem menor, despesas com seguros-desemprego (1 a 2%) e programas de renda mínima, tipo Bolsa Família (menos de 1%). Todavia, as magras despesas com seguro desemprego e programas de renda mínima costumam ser as mais contestadas.
Quando se soma esse conjunto de despesas do “social” com as despesas das funções soberanas tradicionais chega-se aos 40 a 50% de impostos arrecadados nos países ricos. O lado social do Estado Social custa caro (para garantir os direitos básicos dos cidadãos).
O Brasil busca seguir, desde a Era Vargas, os passos dos países que construíram Estados de Bem Estar Social. O ensinamento desses países é que serviços públicos para o conjunto da população têm um custo relativamente alto. Por isso os governos se tornam caros. A experiência internacional evidencia que não se pode alimentar fantasias de que é possível chegar próximo aos serviços públicos de educação, saúde, aposentadoria dos países desenvolvidos com baixos impostos. A carga tributária brasileira é mediana (36% do PIB) em termos internacionais. À luz da observação das estruturas de outros países, nosso desafio é aliar eficácia, eficiência nos gastos e justiça social.