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Políticas anticíclicas

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 01/08/2015

Vivemos um período de retração econômica no Brasil. A previsão para 2015 é de Produto Interno Bruto negativo (crescimento negativo), ou seja, encolhimento econômico: o total das nossas riquezas será valorado a menor em relação a 2014. Esse quadro econômico é agravado pela menor arrecadação de tributos, inflação em alta e elevação de juros (taxa Selic) para combater a inflação, formando uma espécie de círculo vicioso. A taxa Selic impacta na dívida pública: cada vez que a taxa sobe, devemos alguns bilhões de reais/dólares a mais. Entre as consequências sociais da retração econômica estão o menor poder aquisitivo dos salários e o desemprego. A sensação decorrente desse quadro é o sentimento de menor bem estar.
A ameaça de que aconteceria algo assim estava posta em 2008, por conta da crise financeira internacional. Naquele momento, o governo Lula optou por uma medida hetorodoxa (não convencional): chamou o povo para continuar comprando e consumindo e ao invés do governo gastar menos, reduzindo os investimentos no social (a tal política de “austeridade”), resolveu gastar mais, aumentando os investimentos. Isso foi feito para diminuir o impacto da crise internacional e acelerar a recuperação econômica do país. 
Essas medidas (já utilizadas em outros países) são conhecidas como “anticíclicas” porque operam em sentido contrário ao movimento cíclico da economia, que naquele momento estava em sentido decrescente. Se o governo economizasse recursos, a crise econômica tendia a se aprofundar. Como o governo investiu mais, esses recursos ajudaram a reduzir o impacto da crise. Como disse Lula na época, a crise internacional aqui não passou de uma “marolinha”.
O que deu certo no governo Lula continuou sendo utilizado no primeiro governo Dilma. O viés “anticíclico” continuou presidindo a política econômica do governo, orientado pelo enfoque desenvolvimentista. Foram mantidos investimentos fortes em ciência e tecnologia, educação, saúde, bolsa família e outros direitos sociais, além de reduzir impostos em diversos setores. O resultado social dessas medidas foi bem significativo: a redução da pobreza extrema, a inclusão de 40 milhões de pobres na chamada Classe C, o desemprego mais baixo da história recente, milhões de novas moradias e a melhoria de diversos indicadores sociais. O país mudou para melhor econômica e socialmente. 
Mas, a continuidade da crise internacional e os problemas internos (econômicos e políticos) levaram à exaustão o modelo econômico vigente e mostraram os limites das políticas anticíclicas. Estamos num momento de impasse: a concepção desenvolvimentista utilizada pelo governo está exaurida e as ferramentas ortodoxas (“austeridade” e juros altos) utilizadas pelo ministro da fazenda Joaquim Levy estão provocando os problemas de sempre para os pobres (desemprego e ameaças a direitos sociais) sem mexer com os privilégios dos mais ricos.
Ainda não está claro se o governo federal conseguirá delinear no curto prazo outro modelo econômico, que assegure crescimento econômico e desenvolvimento social. Seria preciso mexer com o “andar de cima”, taxando os que lucram com a crise do país, mas várias forças conservadoras continuam insistindo no impeachment. Essa ameaça retarda a retomada do crescimento e do desenvolvimento.