Edição do dia 19/06/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Copa CFC Celso tem rodada em Alto Linha Santa Cruz, no domingo
ESPORTES - Líder João Alves encara o Rio Pardinho na primeira partida da tarde
Mundial Unisc de futsal feminino ocorre neste final de semana
ESPORTES
Copa Cidade: Esmeralda vence o Unidos da Villa
ESPORTES - Jogo aconteceu no estádio da Timbaúva, no Arroio Grande
Portaria amplia setores com trabalho permanente no domingo e feriado
GERAL - A portaria está publicada no Diário Oficial desta quarta-feira
Brasil empata com a Venezuela pela Copa América: 0 a 0
ESPORTES - Líder do Grupo A, Canarinho volta a campo sábado (22), contra o Peru
'Joga Pouco, Ajuda Muito' acontece nesta quinta
ESPORTES
Segundona Gaúcha: Presidente do Galo lamenta desclassificação
ESPORTES
Série D do Brasileiro: Avenida segue forte
ESPORTES - Direção espera estádio lotado para decidir vaga no segundo jogo, em casa, contra o Caxias
Computação Desplugada é realidade em escolas públicas de Santa Cruz do Sul
EDUCAÇÃO - Material didático do projeto Computação na Educação foi lançado na tarde desta terça-feira, 18, na Unisc
Ensino das escolas é discutido em todo o país
EDUCAÇÃO
Thiago Porto: enaltecendo a cultura santa-cruzense
VARIEDADES - Com mais de um milhão de visualizações no YouTube músico se prepara para mais um lançamento
Restaurante Mafalda: há 18 anos servindo gastronomia de qualidade
GERAL - O estabelecimento conta com buffet tradicional e buffet para viandas
Oficina de Apoio às Famílias será na próxima terça-feira
GERAL - O Riovale Jornal entrevistou a advogada Dra. Andjanete L. Mess Hashimoto, que explica o procedimento das atividades
Câmara aprova projeto de segurança
GERAL
Mercur chega aos 95 anos com livro publicado
EMPRESARIAL - Curso para inspirar um mundo mais colaborativo também foi disponibilizado
Corpus Christi: Fé e arte para celebrar a data
RELIGIÃO - Celebração inicia às 9 horas com missa na Catedral São João Batista e após procissão segue pelas principais ruas
Quem é contra a reforma da Previdência Social não é contra o Brasil
OPINIÃO
Um novo INSS
OPINIÃO

O engodo do dólar

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 26/09/2015

A mídia tem direito a ter preferências. Um canal de TV ou um jornal pode manifestar sua predileção por uma força política em detrimento de outra. Ser de situação ou de oposição ao governo faz parte da livre expressão democrática.
Outra coisa é a falsificação de notícias ou a cobertura enganosa dos acontecimentos. Para evitar falsidades e enganos, é preciso que o jornalista ou articulista conheça a área, seja política, economia, cultura ou outra. 
Chamam a atenção os vícios na cobertura jornalística de temas políticos e econômicos. O jornalista Luiz Nassif escreveu, a propósito, que um dos vícios mais recorrentes da imprensa é a síndrome do "maior desastre". Esse vício consiste em comparar um indicador ruim com o pior indicador anterior. Tipo: foi o pior desempenho desde o mês tal ou o ano tal, não levando em conta se isso é tecnicamente apropriado. 
É mau jornalismo fazer comparações indevidas. Informar que “temos a taxa mais alta de inflação desde o mês tal” ou “é o maior aumento da gasolina desde o ano tal” muitas vezes além de não indicar nada de importante pode falsear a compreensão do fenômeno numa escala de tempo maior.
Uma situação atual é ilustrativa: a cotação do dólar. As manchetes cometem brutais impropriedades, segundo Nassif, quando comparam o valor do dólar atual ao de períodos anteriores sem deflacionar. Manchetes tipo "o dólar atinge a maior cotação da era do real" são tão absurdas quanto dizer que os automóveis de hoje têm preços muito mais altos do que há 20 anos. É claro que os carros têm preço nominal maior, por conta da inflação. 
Ao comparar a cotação do dólar hoje com o valor do dólar em anos anteriores é preciso adotar o mesmo cuidado que se deve ter quando se compara os preços de qualquer produto, seja geladeira, feijão, aluguel ou gás de cozinha.
Para obter a cotação efetiva (real) do dólar, informa Nassif, o indexador utilizado é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado). Corrige-se o real pelo IPCA, corrige-se o dólar pela inflação dos EUA e faz-se a conversão, chegando-se assim ao câmbio efetivo. É matemática, não tem segredo para os jornalistas experimentados em economia.
Essa matemática nos leva a resultados surpreendentes: o valor efetivo do dólar de setembro de 2015 a R$ 4,00 é o mesmo valor real do dólar de R$ 0,85 em setembro de 1994, isto é, após a apreciação de 15% imposta pelo Plano Real. E o mais surpreendente: em outubro de 2002, após a vitória de Lula, o valor efetivo do dólar equivalia a um dólar atual na casa dos R$ 8,76. Isso mesmo: R$ 8,76! Antes, após a maxidesvalorização de janeiro de 1999 o dólar estava a R$ 4,37 em valores de agora. De janeiro de 1999 a setembro de 2005 não houve nenhum mês em que o dólar médio tenha sido inferior a R$ 4,00. 
Síndrome do “maior desastre”: um vício a ser evitado pelo jornalismo responsável.