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Focando no Esporte

Focando no Esporte - Júlio Mello - 27/06/2017

Em nome dos jovens de Santa Cruz

O esporte está caminhando para um caminho perigoso em Santa Cruz. Principalmente no futsal. O Projeto Pés no Chão da Assaf, que este ano caminha de uma maneira séria e convicta, pode parar. Tudo porque tem coisas do passado atrapalhando o andamento da atual realidade. Os parcos recursos que estão entrando não são suficientes para a manutenção do clube na Série Prata. O presidente César Silveira está sob forte pressão e poderá ter problemas logo aí na frente.

Seria necessário neste momento uma intervenção do poder público para que este esporte não pare pelo caminho. Pois está havendo uma forte participação de jovens oriundos de vários bairros de Santa Cruz. Belvedere, Faxinal Menino Deus, Bom Jesus, Vila Schulz, Senai, Esmeralda, Rauber, Verena e Arroio Grande. São jovens com idade de 16, 17, 18 e outros com mais idade, que participam visando um futuro melhor para cada um. Realmente uma proposta inovadora da atual direção.

Sinceramente eu vejo que este é o melhor projeto já feito pela Assaf. Dando oportunidades para quem realmente é da nossa cidade. Infelizmente ainda não está tendo o apoio real da comunidade. Ocorreram muitos erros no passado e concordo com quem tem algumas reservas com o Tricolor, mas estes jovens que estão jogando mereciam uma chance maior. Merecem que alguém faça alguma coisa para dar continuidade a este projeto. Não pela atual direção ou apenas por quem está lá hoje, mas pelos jovens que estão se entregando de uma forma jamais vista. Não possuem salários e, mesmo com frio ou chuva, estão lá todos os dias treinando com um técnico que é da casa.

Cléber Pereira realmente é o cara certo para a função. Ele está inserido neste contexto com bastante afinco e responsabilidade. Tem assumido muita coisa que não é dele simplesmente para dar andamento a este esporte. Atenção, Santa Cruz, agora é a hora. Ou ajudamos os nossos jovens ou pedimos desculpas logo ali na frente para a sociedade como um todo.

Equipe da Assaf conta com muitos jovensEquipe da Assaf conta com muitos jovens Crédito: Julio Mello

Grandes jogos da Copa Cidade

No domingo fui até o Estádio dos Plátanos para acompanhar as semifinais da Copa Cidade. Primeiro vi o time do Cléber Pereira, Unidos da Vila, passar nos pênaltis pelo Bela Vista. Deu empate no tempo normal em 0x0. Depois, deu o Boca na outra semifinal. Empate em 1x1 e decisão nos pênaltis. Cebolinha saiu batendo e marcou para o Boca. Depois teve dois erros do bom time do Esmeralda e o Boca venceu por 4x2. Pelo segundo ano seguido, a equipe da zona sul chega à final da Copa Cidade. Um belo trabalho do meu amigo cadeirante e presidente Joãozinho.

Na equipe do Esmeralda do técnico Ademar, bons jogadores, como o Pipi, Anderson e Fanfa. No Boca, uma seleção de bons jogadores: Romarinho, Maradona, Jonas Feijão, Pires e Helder, o angolano. Será realmente uma grande final entre as duas equipes.

Cebolinha, do Boca, e Daiton, do EsmeraldaCebolinha, do Boca, e Daiton, do Esmeralda Crédito: Julio Mello

 


 

Tenho feito elogios

Sinceramente acho que o Silvio Vermelho, árbitro que sempre elogiei aqui neste espaço, errou em três lances no jogo de Boca e Esmeralda. No primeiro lance, ele deixou de marcar pênalti contra o Esmeralda. O meia Maradona, de extrema habilidade, entrou na área e pedalou para cima do zagueiro, que não achou a bola e sim a perna do meia. Silvio não marcou, achou que foi simulação. Se foi isso, ele deveria ter dado cartão amarelo para o jogador do Boca. O que ele não fez.

Depois o zagueiro Vandi tocou a bola com a mão dentro da área. Outro pênalti não marcado. Contudo, neste lance ele estava encoberto pelo atacante. Em outro lance ele deveria ter expulsado o jogador do Boca, quando este fez falta para matar o lance, e deveria levar o vermelho e não o amarelo. Todavia, eu posso estar errado e, portanto, é uma questão de opinião e não a verdade absoluta.

Na minha visão são estes os fatos, o que pode ser diferente da opinião do bom árbitro Silvio Barbosa, por quem tenho um apreço muito grande. Fique bem claro que aqui estou falando o que vi, sendo sincero como sempre fui. Em nenhum momento é para prejudicar a pessoa deste que é para mim um dos melhores no apito.

Não mudarei a minha opinião com relação ao seu trabalho por apenas este jogo. Ele está entre os melhores da cidade, sem dúvida. Contudo, por ele ser meu amigo e pelo dever do jornalismo, tenho que expressar a minha opinião neste espaço. Assim como fiz várias e várias ocasiões para elogiar, tenho credibilidade para tecer críticas uma e outra vez. Mas sempre dentro da seriedade que a experiência me deu nesta vida.

Silvio Barbosa (terceiro da esquerda para a direita) comandou Boca x EsmeraldaSilvio Barbosa (terceiro da esquerda para a direita) comandou Boca x Esmeralda Crédito: Julio Mello

 


 

Falando em arbitragens

Sei que é complicado trabalhar como árbitro e principalmente no futebol amador. Onde a maioria dos jogadores acham que são profissionais e não aceitam qualquer marcação errada de um ou outro árbitro. Quando digo que o Silvio Barbosa e Eduardo Krainovik estão entre os melhores, não estou apenas parafraseando, e sim fazendo uma constatação verdadeira. Pelo menos estes dois não pipocam para qualquer situação.

No último sábado, apesar de não ter sido convidado, fui olhar alguns jogos do Clube União. Andei pela Série C, B e A. No primeiro vi o Fabinho, noivo da Greice Melo jogando, e com certa desenvoltura. Depois fui olhar uma outra partida, onde vi que um dos árbitros abandonou o jogo por ter sido xingado pelos jogadores. Pode isso, Arnaldo? Claro que não. O jovem árbitro abandonou a partida e saiu caminhando dizendo que não apitaria mais.

Em seguida me dirigi para olhar o time do Labarca, dos amigos Ramon, Fê e Guilherme e o time de Lendas, que tinha Cassiano, Paulinho e Chiquinho como astros.  Em um dos lances, um dos árbitros marcou falta e o outro anulou a falta. Ou seja, um desautorizou o outro. Até aí tudo bem, mas depois achei que iriam reverter a falta, então. Fizeram pior, deram lateral para o time que o primeiro árbitro havia marcado a falta. Com todo respeito, mas que arbitragem complicada que contrataram.

Bom time do Gui e do Ramon

Fui mais por curiosidade para ver se o Gui ainda joga alguma coisa. O gol do empate foi dele. Mas o gol mais bonito foi do Bocão, jogador do time das Lendas. Acertou um chute de quase do meio-campo na asa do goleiro Sono.