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O que fazer para sair do atoleiro?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 07/07/2017

Uma parcela importante da sociedade brasileira que se preocupa com os destinos do nosso País, talvez compartilhe o sentido de que não há alternativa para sair do atoleiro político institucional em que estamos metidos. As alternativas vislumbradas no passado, que colocavam o Brasil como a nação mais importante da América do Sul, pouca relevância tem no contexto das discussões domésticas que estamos tratando. 

Tenho para mim que, mesmo diante da grave crise política que nos expõe para o mundo, as nossas virtudes ainda são muito maiores que nossos defeitos. Não compactuo com a lógica de que nossa trajetória histórica está fadada ao insucesso, acho que mesmo com tudo estamos tomando conhecimento, temos um cenário que talvez seja a oportunidade de rever nossa cultura política que teve sempre no patrimonialismo sua grande vertente, onde a mistura entre o privado e o público sempre foi a regra. Os fatos agora revelados, como nunca antes em nossa história, somente confirmam esta tradição de que o interesse privado sempre esteve e certamente ainda continuará por muito tempo imiscuído ao Estado, ou vice-versa.

O fator novo disto tudo, é de que os fatos revelam de que a vergonha alheia, que também é nossa, deixa inequívoco que uma democracia que não tem participação ativa do cidadão, corre os riscos de chegar ao ponto onde chegamos. Quando falamos em política com nossos amigos, é muito comum ouvir a frase, “não me meto em política, pois não gosto de sujeira”.

Tal frase revela somente duas faces de uma mesma moeda, primeiro: não adianta não gostar, pois as regras do jogo da democracia exigem a participação, ou seja, alguém vai decidir por você frente a sua apatia; segundo: não adianta negar, os políticos não vieram de Marte, são fruto da sociedade que conseguimos criar, são, em suma, a vida real, muito longe do mundo idealizado do campo teórico.

Por isto, o momento de catarse agora vivido, seja o início da saída para dias melhores, onde organismos vivos da sociedade, como universidades, escolas, sindicatos, igrejas, imprensa dentre outros, façam um debate mais profundo sobre o papel da política em nossa vida.