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EDUCAÇÃO

O Homem e o Rio

Valério Garcia - 07/07/2017

Quem me conhece sabe da ligação que tenho com a natureza. Me criei para fora, como diz o gaúcho, e desde que nasci tenho contato com o campo. A interação entre os campos, matas, açudes, arroios e rios e seus componentes bióticos nos mostram uma harmonia fantástica, onde só existem problemas quando o homem começa a interferir.

A Natureza mostra para os seres humanos o caminho certo a ser seguido, onde todo o ser vivo tem sua importância e sua influência para a vida, respeitando outros componentesvitais como água, ar, temperatura, minerais entre outros. Essa interação que falamos é que garante a sustentabilidade do Planeta e a consequente manutenção da vida. Desrespeitar tudo isso é como promover nossa destruição. 

Neste final de semana tive a feliz oportunidade de passar a tarde inteira navegando no Rio Jacuí em Cachoeira do Sul, junto de meu pai com seus áureos 76 anos. Me criei pescando e acampando com ele, minha mãe e meus irmãos desde a infância. Fiquei tempo observando o rio e a vida ao seu redor. O rio é como nós, e seu curso como nossa vida.

O rio tem a sua nascente e o seu curso natural. Se bem cuidado e respeitado, terá uma trajetória de vida feliz e saudável, com toda magnitude de vidas ao seu redor: flora e fauna. O rio tem seus momentos de enchentes, assoreamentos, erosões, destruição da mata ciliar, pesca predatória enfim, seus problemas. São as turbulências de sua vida, assim como temos as nossas. Tem seus predadores e os depredadores (são os piores) que teimam em tentar destruí-lo. No nosso dia a dia, infelizmente temos pessoas que nos rodeiam com atitudes semelhantes; vemos isso todos os dias; é uma luta constante do rio e do homem para conseguirem sobreviver.

Mas o rio tem um grande diferencial: o fenômeno da Resiliência. O rio contorna seus obstáculos com maestria, superando-os em sua trajetória. Essa capacidade de adaptação e superação é que deve nos servir de ensinamento. Ser resiliente é ser forte e habilidoso na condução e superação daquilo que quer nos barrar, atrapalhar e impedir para que sigamos em frente. O rio é imponente e quando muito atacado, dá a resposta firme e forte de “querer seguir em frente”! As suas curvas, durante as cheias, abrigam aquilo que não serve para nada, geralmente lixo, mas que servirão de adubo quando ele voltar ao leito normal. Daí o ditado popular: “parece curva de rio: junta só o que não presta.” Outro ensinamento: deixemos para trás aquilo que não acrescenta algo de bom para nós; provavelmente alguém poderá aproveitar, mas que não nos atrapalhe. 

O Rio e o Homem têm muita coisa em comum, a grande diferença é que o primeiro respeita, em muito, o segundo...!

Bom final de semana.