Edição do dia 12/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Mudanças são anunciadas nas secretarias
GERAL
Dia de visitações, experiências e expectativas no Viva Unisc 2019
GERAL
Solenidade marca aniversário do General Gomes Carneiro
GERAL - Na ocasião também foi comemorada a chegada do III Batalhão ao município
Pequenas atitudes
OPINIÃO
Verrugas Estelares
OPINIÃO
Em defesa da vida
OPINIÃO
CDL aponta 800 vagas temporárias
ECONOMIA - Expectativa é de boas oportunidades de emprego para o período
ACI: Eleição ocorre hoje
GERAL
Vigilância Colaborativa: Lançamento do Programa acontece hoje
GERAL
GREVE: Polícia Civil paralisa nesta quarta-feira
POLÍCIA
Campeonato Municipal inicia no próximo dia 22
ESPORTES
AMO/Unimed VTRP: Atletas brilham pelo estado
ESPORTES
Dois times largam com vitória na estreia da Copa Lisaruth
ESPORTES
Estadual sub 19: Santa Cruz vence fora e fica perto da final
ESPORTES
Regional: São José larga na frente nas semifinais
ESPORTES
Universidade aguarda mais de cinco mil estudantes
GERAL
Bate papo: Doações por incentivos fiscais
ECONOMIA
Comdica realiza 4ª Noite Cultural na Unisc
VARIEDADES - O evento que tem entrada franca visa enaltecer projetos sociais realizados por diversas entidades

Democracias em recessão?

Um Passo a Mais - João Pedro Schmidt - 28/07/2017

Escrevo desde Montevidéu, onde participo do 9º Congresso Latino-Americano de Ciência Política, cuja temática geral é: as democracias latino-americanas estão em recessão? 

Os problemas da democracia não são continentais, são mundiais. A eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, é apenas um dos símbolos dos ventos antidemocráticos. A “primavera árabe” não passou de miragem. A Europa vem sendo sacudida pela crise econômica e imigração em massa. Na África e na Ásia, as condições para regimes democráticos existem apenas em algumas partes.

Na América Latina, os ventos democráticos do início do Século 21 trouxeram expectativa de avanços inéditos com governos de inclinação à esquerda. Os governos de Lula, no Brasil, Cristina Kirchner, na Argentina, Fernando Lugo, no Paraguai, Pepe Mujica, no Uruguai, Hugo Chávez, na Venezuela, Evo Morales, na Bolívia, cada qual com características peculiares, buscaram combinar crescimento econômico com inclusão social. Os resultados foram distintos, tendo em comum medidas contra o aumento das desigualdades que marca o capitalismo globalizado. 

Dos casos citados, só Bolívia e Uruguai mantêm governos de esquerda. Nos demais, golpes parlamentares-judiciais (Brasil, Paraguai), instabilidade institucional (Venezuela) ou guinada eleitoral à direita (Argentina). O panorama mudou. Os pesquisadores reunidos aqui não têm um diagnóstico único para essa mudança, mas entre os fatores apontados nos estudos sobressaem-se a crise econômica mundial, a desconfiança dos cidadãos nos políticos e nas instituições políticas, as fragilidades dos partidos e governos de esquerda darem conta das demandas dos cidadãos em sociedades que mudam rapidamente.

O local do evento carrega um simbolismo interessante: o Uruguai é um país com uma democracia estabilizada, governada desde 2005 pela Frente Ampla, uma coalizão de partidos de esquerda, que fazem uma gestão que alia gestão econômica relativamente ortodoxa, crescimento econômico moderado, redução da pobreza e garantia das liberdades democráticas. No atual estágio das democracias, é uma conquista a ser festejada.