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O fim da política?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 28/07/2017

O quadro complexo no campo da política que o país atravessa faz com que muitas sugestões criativas sejam levadas a público para discussão, desde a implantação do parlamentarismo, eleições gerais com cláusula de barreira para alguns nomes da política nacional e renúncia do presidente Temer.

A vazão a tanta criatividade em momentos de crise tem como pano de fundo a total fragilidade do sistema político que o país criou, seja com a enorme quantidade de partidos políticos que temos, onde menos de 10% da população tem filiação e um número muito menor participa da vida partidária. Quanto ao campo ideológico, uma certa névoa parda atinge grande parte do partidos, sendo tais características talvez o efeito colateral da pouca participação da sociedade e dos cidadãos na vida política e partidária.

Mas a pergunta que certamente o leitor está fazendo, qual é a responsabilidade Partido do Trabalhadores neste cenário? O PT, que tem em seu estatuto e programa as mais belas intenções, quando chegou ao governo acabou repetindo velhas e agora bem conhecidas práticas de exercício de poder,  desde alianças partidárias muito questionáveis, apadrinhamentos políticos e envolvimento nos mais variados escândalos de corrupção.   

Neste sentido não há uma resposta que consiga responder tão sério questionamento, mas creio que o Partido do Trabalhadores foi forjado neste amálgama político onde a sobrevivência política e dos políticos é algo que ultrapassa o mundo das boas intenções. Ela encontra talvez alguma explicação antropológica de que poder não é algo que tenha um controle pleno pelas instituições e pela própria razão humana, sendo que para tanto, o PT não é uma instituição partidária que esteja acima do bem e do mal, o que certamente muitos simpatizantes imaginavam.  Por consequência, sua grande maioria neste momento está com dificuldade de compreender todos os fatos ocorridos no último período. 

Mas, por outro lado, se o PT em razão de seus pecados está sendo apedrejado inclusive por aliados de ontem, devo também concordar com o ex-governador Tarso Genro, que declarou ainda no Governo Dilma que “não foi o PT que inventou a corrupção, e que todas as investigações até agora feitas nunca tiveram qualquer interferência do governo federal”.

O cenário acima exposto, demonstra a total complexidade que estamos vivendo, e não há solução para todos os conflitos ora vivenciados  fora da política, mas é importante dizer que não devemos romantizar a política no campo de dever ser, mas sim no que ela é na vida real, sendo que discursos demagógicos e fórmulas absolutistas estão fora de questão. E novamente cito o ex-governador Tarso quando diz que é necessário e de forma urgente que atores da política assumam um papel de articuladores de consensos, o que denomina como “concertação”, para que seja possível um diálogo desarmado sobre a crise política que o país atravessa, pois o fim da política é algo não possível no mundo dos homens.