Edição do dia 22/01/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Avenida empata pela segunda vez no Gauchão
ESPORTES - Periquito cedeu igualdade para o Brasil de Pelotas. Próximo jogo é domingo contra o Caxias, fora
Unisc divulga listão dos aprovados no curso de Medicina
GERAL
Secretaria de Esporte promove 1º Santa Cruz Kangoo Fest
ESPORTES
Seminário Internacional com inscrições abertas
EDUCAÇÃO
Centro de Cultura será revitalizado
VARIEDADES
Estão abertas as inscrições de produções audiovisuais de todo o RS para o 6º CineSerra
VARIEDADES
RS pede a suspensão de reajuste de juízes, promotores e defensores
POLÍTICA - Governador faz reunião de emergência e detalha crise financeira
Desenvolvimento Regional
GERAL - Unisc e Unitau promovem Doutorado Interinstitucional
Processos de cassação do direito de dirigir cresceram em 2018 no RS
GERAL
Denúncias aumentam entre dezembro e março
GERAL - Fiscalização já emitiu mais de 100 notificações sobre terrenos baldios em janeiro
As tensões na agenda
OPINIÃO
A educomunicação, o jornal e a sala de aula
OPINIÃO
Produção e difusão do conhecimento: estratégia propulsora para inovação
OPINIÃO
Dia do Aposentado: Passo a passo, a evolução da Previdência
ESPECIAIS
Apopesc investe para atrair novos associados
ESPECIAIS
Santa Cruz já pode ter cemitérios privados para animais
GERAL - A partir de agora cabe a empresas interessadas abraçar a causa
Gauchão 2019: Avenida recebe o Brasil de Pelotas
ESPORTES - Periquito, que vem de empate na primeira rodada em Veranópolis, enfrenta Xavante hoje à noite, nos Eucaliptos
Crítica à perpetuação no poder
EDITORIAL - O caso da Venezuela evidencia as consequências da ditadura

A reforma trabalhista

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 23/06/2017

A grande promessa que o Governo Federal tem feito para justificar a reforma trabalhista que atualmente tramita no Senado Federal, é que com as medidas propostas, irá ocorrer um processo natural de formalização de contratos de trabalho, reduzindo por consequência o desemprego que atinge a um enorme contingente de cidadãos brasileiros.

O argumento é sedutor, mas infelizmente não verdadeiro, pois as conquistas dos trabalhadores desde a Consolidação das Leis do Trabalho, de 1943, durante o Governo Getúlio Vargas e suas alterações nos mais de 70 anos que encontra-se em vigor, formaram um plexo normativo respeitável, e que foram capazes de reduzir diferenças sociais e econômicas da teia social brasileira. É bem verdade, longe da desejada, mas a possível para o contexto histórico de um País em desenvolvimento.

Não há dúvida que o momento histórico que o mundo atravessa no campo tecnológico, impõe uma permanente discussão sobre a relação entre o capital e o trabalho. É evidente que as condições de temperatura e pressão alteraram muitos nos últimos 30 anos, sendo que houve atividades profissionais que perderam sua função e/ou foram substituídas por máquinas e computadores, isto aconteceu no mundo, e por consequência no Brasil, que não é uma ilha no cenário econômico financeiro do mundo do trabalho.

E sob este prisma deverá qualquer nova legislação ser pensada de forma  permanente, e não açodada e atropelada como vem ocorrendo. Os fatores que geraram o alto índice de desemprego no mundo e no Brasil não foram somente a crise econômica ou a legislação, mas sim um conjunto de transformações que o mundo globalizado impôs sem perguntar a ninguém. Tanto é verdade que grande parte dos produtos industrializados que consumimos foram fabricados por mãos e máquinas chinesas, em condições de trabalho que sequer temos interesse em saber, pois foi assim que o neoliberal rompeu a fronteiras.

E nesta linha, percebe-se que o verdadeiro exército de reserva de mão de obra, do qual Karl Marx já falava em seu tempo, em nossa era tem nova versão, pois a exclusão atual é de trabalhadores que foram expulsos de seus postos de trabalho pelo mundo tecnológico, e o pior, totalmente despreparados para enfrentar esse novo momento histórico. Assim, uma reforma trabalhista no Brasil não pode ser simplista no sentido de reduzir garantias conquistadas, mas sim, pensar o que fazer para enfrentar esta nova realidade excludente que atinge profissionais de todos os segmentos do mundo do trabalho.