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Maluf e seu legado

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 02/06/2017

Na semana passada o Supremo Tribunal Federal condenou o deputado federal Paulo Maluf à pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias. Maluf talvez seja o último dos moicanos que descendem do não menos famoso político paulista Ademar de Barros, que nas décadas de 50/60, tinha em sua fama a frase “rouba mas faz”.

A sentença do STF parece que encerra finalmente a saga deste político que nos últimos quarenta anos sempre esteve presente na cena política nacional, sendo prefeito, governador e deputado federal, sem falar que em 85 disputou com Tancredo Neves a Presidência da República no colégio eleitoral. Nos últimos tempos Maluf vinha se vangloriando que não havia sido citado no mensalão e na Lava Jato, fato que aliás deixou de certa forma a nação estarrecida, pois não há explicação plausível para que isto tenha ocorrido, talvez tenha sido a prudência e experiência de velho matreiro que conhece os atalhos do submundo da corrupção.

Em São Paulo, Maluf criou o ex-prefeito Celso Pitta, que teve uma história política muito controversa, tendo se envolvido em vários atos de corrupção que o levaram para a prisão, o que não abalou a caminhada de seu criador, que apesar de ser processado em várias ações, sempre alegava em sua defesa a total inocência, e diga-se, até com certo grau de ironia, tanto é que inclusive virou personagem de um programa televisivo de humor.

Por isto tudo, a condenação de Maluf tem um peso simbólico para a nação, pois sinaliza o fim de uma geração de políticos que o País forjou no século passado, que tinham uma certa aura de intocáveis, onde seu poder ultrapassava os limites do mundo republicano, estando acima do bem e do mal.

Talvez seja tardia a punição imposta neste momento, mas é extremamente emblemática, principalmente em um momento em que processos judiciais são decididos em meses, não é mais aceitável que ações que tramitam por décadas no Judiciário deixem de ser julgadas em razão do nome das partes.