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A crise representativa

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 29/04/2017

O momento político atual sem dúvida tem sido um laboratório para que temas políticos sejam discutidos, mesmo que involuntariamente por setores importantes, pois muitos cidadãos, por mais alheios que sejam à política e seus meandros, acabam sendo atingidos pelos debates noticiados nos meios de comunicação e redes sociais. Talvez seja o País que esteja vivenciando o momento mais democrático de sua história, ao menos no que diz respeito ao número de pessoas que estão sendo informadas sobre os fatos políticos que ocorrem diariamente.

Tal exposição fez com que milhões de brasileiros manifestem sua inconformidade com grande parcela de deputados federais, que de certa forma pode ser considerado algo positivo, pois o Parlamento Federal sempre foi algo muito distante da compreensão política da grande maioria do povo brasileiro, tanto que grande maioria dos eleitores não lembra em quem votaram na última eleição. Mas o interessante é que, mesmo com tais contrariedades, as reformas propostas pelo governo Temer avançam de forma muito célere, o que deixa inequívoco de que a representação parlamentar faz ouvidos moucos aos reclamos externados por parcelas importantes da sociedade. 

Em um estudo interessante elaborado pela Agência Pública, disponível no site: http://apublica.org/, intitulado “As Bancadas da Câmara”, foi feito um levantamento das bancadas do Parlamento Brasileiro, e suas afinidades com temas e setores da sociedade brasileira, o que deixa inequívoco quem são as forças nem tão ocultas que influenciam o Parlamento Nacional. Segundo o levantamento, a bancada dos empreiteiras e construtoras tem 226 deputados, a evangélica 196, a agropecuária 207, as dos parentes 238 (deputados que têm algum parente na política) e empresarial 208, dentre outras bancadas menores com a da “bala”, da “bola”, direitos humanos.

A informação acima demonstra que a representação popular da supremacia do voto livre e universal, encontra a muralha do poder econômico trazida nas bancadas muito bem articuladas, e que antes de tudo devem satisfação aos seus financiadores, o que justifica de forma muito clara a crise de representatividade do Parlamento Nacional. Não se questiona a legitimidade da sociedade civil organizada ter representação parlamentar, mas não pode ocorrer um desequilíbrio tamanho que faça com que os interesses defendidos no parlamento sejam direcionados exclusivamente ao poder econômico. 

Diante do quadro, como dito no início do presente texto, que os fatos que estamos acompanhando sirvam de alerta que as relações políticas somente serão aprimoradas com a participação efetiva do cidadão, sendo a informação a maior conquista da nossa geração.