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O diário do meu pai

Osvino Toillier - 07/04/2017

Pois, eu descobri, entre as lembranças familiares, um documento que se transformou numa relíquia: o diário escrito pelo meu pai em 1930, quando foi incorporado como insubmisso ao Exército Brasileiro. Alistado em Rio Pardo, foi levado de trem para Santa Maria e de lá para Alegrete e, depois, a pé até Quaraí. 

Vamos primeiro esclarecer os fatos e os termos: é natural que o jovem se aliste para prestar o serviço militar aos 18 anos. Como meu pai possivelmente não soube deste detalhe lá no interior - numa época em que não havia rádio nem jornal - ele se tornou insubmisso, condição de alguém débito com o serviço militar. 

Nessa condição, ele casou e foi descoberto - como muitos outros jovens e amigos - a incorporado à força e mandado para longe de casa durante um ano, sem poder voltar ao convívio familiar. 

As reminiscências do jovem agricultor foram escritas num caderno, em letra cursiva, a tinta e letra bonita, em língua alemã, com evidentes deficiências gramaticais, que os três anos de Primário lhe haviam alcançado. Tudo que aprendera fora em língua alemã, razão por que no documento militar consta que era analfabeto. 

Mas minha reflexão prende-se ao fato de ele nunca ter falado conosco sobre isso, embora não houvesse nenhum fato em seu desabono, apenas circunstâncias naturais daquela época, que o arrancou do convívio com a jovem esposa, com quem casara fazia dois anos.

Os detalhes interessantes daquela odisseia: os pernoites eram ao ar livre e muitas vezes - por não encontrarem uma venda onde comprar comida - o jantar ou almoço era um pedaço de rapadura. 

Em meio às reminiscências, ele escreveu uma carta à esposa, falando da vida na caserna (alojamento para soldados) e da saudade. Minha neta Manuela, com nove anos, que pretende elaborar o trabalho de conclusão do 4º ano Primário nos Estados Unidos, está vivamente interessada ne relíquia do bisavô paterno. Imaginem se estivesse vivo?