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Seu brilho me incomoda

Osvino Toillier - 31/03/2017

Eu sou fã de estórias. A linguagem tem seus segredos, e nem sempre conseguimos tratar de assuntos delicados com linguagem direta, porque pode provocar reações e perturbar reações imprevisíveis. Palavras são portadoras de significados, e esta a razão de mal-entendidos e crises institucionais e pessoais.

Gaston Bachelard, filósofo francês, diz que “as palavras são pequenas casas com porão e sótão. Quando eu as pronuncio ou quando eu as escrevo, para onde irão? Ao nível do solo, ao porão ou subirão ao sótão”?

Estórias são metáforas que se encarregam de transmitir a essência de conteúdos delicados que, em linguagem direta, podem ofender e magoar. A estória dá o recado e faz o ouvinte refletir. Grandes oradores têm-se valido deste expediente, sobretudo em épocas de liberdade restrita ou em circunstâncias em que não se pode dizer claramente o que pensa, por conveniência e ou razão política. A arte da linguagem abriga expedientes sofisticados e complexos.

A estória que embasa a minha mensagem de hoje remete a pensar sobre os sentimentos que movem as pessoas em relação ao sucesso de alguém e cujo brilho incomoda. Falar disso diretamente é muito difícil, mas uma estória ajuda.

Conta-se que a cobra estava atrás de um vagalume. Este fugia tenazmente, mas o cansaço o venceu. O vagalume então disse à cobra: - “Posso lhe fazer três perguntas”? A cobra respondeu: “Não costumo dar esta chance para minhas vítimas, mas vá lá”. O vagalume então formulou a primeira pergunta: “Eu lhe fiz algum mal”? A cobra respondeu que não. O vagalume então fez a segunda indagação: “Eu faço parte da sua cadeira alimentar”? Novamente a resposta foi negativa. Aí o vagalume fez a terceira pergunta: “Por que então você quer me devorar”? Aí a cobra emitiu a sentença: “Por que teu brilho me incomoda”!

Em que medida esta estorinha não traduz a realidade de nossos dias? Será que conseguimos conviver naturalmente com o sucesso alheio ou existe o desejo de apagar a luz do outro?