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Sociedade enferma

Osvino Toillier - 24/03/2017

É impressionante o grau de desestruturação a que chegou a sociedade brasileira atualmente, a ponto de não termos mais vontade de ligar a televisão, porque só vemos tragédia, relatos dramáticos, por conta da violência que se apossou de todos nós.

O que as autoridades fazem é tentar provar, através de estatísticas, que a violência está diminuindo, trazendo mais policiais da força nacional e transferindo do interior para a Capital mais PMs, fragilizando a proteção da população das pequenas cidades para fortalecer os órgãos de segurança da grande região urbana, onde a violência se tornou dramática.

Cabe perguntar: o que aconteceu conosco? Será apenas culpa do atual governo? Por que nos fragilizamos a tal ponto, que temos medo de sair de casa? Perdemos o respeito ao ser humano, à vida? Na verdade, tornamo-nos cada dia mais selvagens!

A conclusão parece óbvia: abandonamos há muito os mais elementares princípios e valores, descuidamo-nos da educação das crianças e jovens, substituímos o ser pelo ter. É por isto que se mata por um celular, por uma jaqueta de couro, que o bandido quer dar à namorada.

Não há remédio que possa resolver tão grave enfermidade! Não há solução a curto prazo. Deixamos o organismo adoecer demais, a doença tomou conta do corpo todo, e nem poderosa quimioterapia vai resolver o problema. Nem proliferação de prisões, nem ampliação da força de segurança, apenas a retomada de valores e princípios fundamentais para recuperar o direito de sentar novamente na frente de casa, o trânsito nas calçadas e o direito de crianças brincarem nas praças.

É a reconstrução do tecido social semelhante ao pós-guerra, quando só havia uma saída: juntar os destroços para abrir as ruas e minimamente organizar os espaços para sobreviver e reconstruir os ambientes para moradia novamente.

Não há solução mágica. É preciso humildade dos governantes para um grande pacto com a sociedade e começar tudo de novo, ouvindo a voz dos sábios.