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Reformas na Educação

(Reedição completa)

Valério Garcia - 17/03/2017

Certamente o amigo leitor já passou por algum tipo de reforma em sua vida. Deve ter acompanhado reformas na previdência, em planos de seguros, em estatutos de agremiações esportivas, enfim, até por grandes obras em sua residência ou de algum familiar. Não é uma tarefa simples e exige, sobretudo, a presença de profissionais ou pessoas que entendam do assunto. Acredito que jamais deverei reformar uma casa, por exemplo, sem a consulta e o aconselhamento de um engenheiro. Sem a presença de uma equipe com experientes e competentes pedreiros, a chance da perda de tempo e dinheiro é iminente. 

Estou falando acima de fatores e bens materiais. Se não der certo, derrubo e procuro fazer de novo. Tijolos, cimento, areia, não têm vida, não têm emoções, não pensam e não fazem pensar. Não devem ficar fora do prumo, mas mudar o rumo de algum município, estado ou país, certamente não mudarão. 

Já com a Educação, que lida diretamente com gente, as coisas são bem diferentes. Através dela é que haverá a formação acadêmica daqueles que serão e farão o futuro, de futuras gerações. Concordo que devemos procurar alternativas de mudanças para sua consequente melhoria. Agora propor essas mudanças sem consultar os protagonistas da Educação que são os profissionais que nela atuam, é tentar a cura de uma doença, sem a presença de um médico. Professores, pedagogos, funcionários, alunos e a comunidade escolar são protagonistas, não podem ser coadjuvantes ou meros espectadores. A Escola é uma instituição em movimento e de permanente reconstrução de ideias, onde o conhecimento é aperfeiçoado com a discussão constante dos diferentes saberes. Não existe disciplina ou área mais ou menos importante. Todas devem estar em sintonia para facilitar o processo de aprendizagem dos alunos, que é o foco principal da educação.

Se já comentamos, em outras oportunidades, que estamos carentes de humanização nas escolas e famílias, como retroceder nas disciplinas de Filosofia e Sociologia que tratam, entre tantos assuntos, sobre a história presente e passada da humanidade? Se a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade tornam a sala de aula mais eclética e atraente, como diminuir Educação Artística que é uma excelente ferramenta neste processo? Nossa longevidade aumenta e o sedentarismo é nosso grande inimigo. A Educação Física que deveria estar presente desde a educação infantil com profissionais especializados, até a educação superior, para uma melhor qualidade de vida do nosso corpo e consequentemente, do nosso dia a dia, parece estar sendo legada a um segundo plano. Citei apenas alguns exemplos mas, tenho certeza, que os profissionais de outras áreas enumerariam centenas, com muito mais propriedade e fundamentação.

Vivemos “tempos bicudos” como escrevia Mário Quintana. O importante é que os Profissionais da Educação e seus órgãos representativos estejam atentos a essas pretensas mudanças que podem trazer resultados dúbios na formação de nossos filhos. Não desanimemos colegas pois: “Antes a dor de não ter vencido, do que a vergonha de não ter lutado.” 

Bom final de semana.