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Filantropia, grito de socorro

Osvino Toillier - 17/03/2017

Diante da posição irredutível do relator da Reforma da Previdência, Dep. Arthur Maia, em excluir as instituições educacionais filantrópicas da isenção patronal, por entender que não fazem parte da “seguridade social”, só nos restar partir para gigantesca mobilização a fim de assegurar a continuidade do atual marco legal, que confere isenção às entidades devidamente certificadas pelo CEBAS – Certificado das Entidades Básicas de Assistência Social.

Chegou a hora de mobilização total, incluindo também os beneficiários, já que os dirigentes talvez não sejam mais suficientes para sensibilizar os deputados e senadores a fim de não cometerem o sacrilégio de destruírem o legado histórico que transformou a filantropia no braço de amparo da sociedade.  Na verdade, as entidades filantrópicas substituem o Estado na saúde, assistência social e educação, decorrendo daí a imunidade, condição para isenção previdenciária da parte patronal, convertida em benefícios para os usuários.

É impressionante que um parlamentar como o Dep. Arthur Maia – que deveria ouvir as reivindicações da sociedade – se transforme no algoz do cidadão, submetendo-nos à humilhação de não sermos ouvidos e respeitados nas mais legítimas reivindicações. É lamentável ter que aceitar que o relator se digne em conceder poucos minutos sem muito interesse em ouvir, insistindo que ninguém o demoveria da convicção de que a educação não merece estar contemplada na seguridade social.

Homens de bem, uni-vos! Só nos resta esta opção para derrotar os adversários da filantropia, cujas instituições têm prestado tantos e tão relevantes serviços aos carentes, oportunizando formação e qualificação profissional para construir sentido de vida. Se todos os jovens que estão hoje na marginalidade tivessem passado por uma instituição filantrópica, certamente teriam assimilado valores que os afastariam da criminalidade.

Ainda resta a esperança de que um lampejo de lucidez possa iluminar a mente dos legisladores para se sensibilizarem a fim de que milhares de jovens não sejam jogados na marginalidade devida à perda da isenção das instituições filantrópicas.

Somos portadores de um legado que não permite silêncio. É preciso bradar ao mundo o perigo que ameaça uma obra humanitária em prol dos mais pobres e necessitados.