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Metrô sem cobrador

Osvino Toillier - 03/03/2017

Em 1989, contemplado com bolsa de estudos por dois meses na Alemanha, tive meu primeiro contato com o Velho Mundo. Diretamente do interior para o dito primeiro mundo, choque sem precedentes.

A entidade organizadora do programa desejava confinar-me numa cidade, mas eu preferi circular, morando sempre na casa de professores, o que me permitiu conhecer o país de sul a norte e leste a oeste, assimilando culturas diferentes dentro do mesmo país.

Minha cidade-sede foi Frankfurt e, a partir daí, de trem em todas as direções. Foi aí que me deparei com as conexões de superfície, que cobriam os bairros; os trens regionais para distâncias mais próximas e os de alta velocidade, para grandes distâncias.

Mas nos metrôs de superfície – urbanos – que tive a primeira grande surpresa: comprava-se o bilhete no equipamento automático, na calçada, mas no trem não havia cobrador. Os passageiros entravam e desembarcavam, mas todos haviam adquirido a passagem.

Dia após dia, o mesmo ritual. Até que, no penúltimo dia de nossa permanência, entrou um fiscal e pediu as passagens. Perto de nós, o cobrador flagrou um passageiro que alegou problemas no equipamento onde embarcara. Imediatamente o fiscal disse: “Vamos até lá e conferir. Se você tiver razão, tudo bem. Caso contrário, a multa será de quarenta marcos, como prevê a lei. Em caso de reincidência, você será levado preso até a delegacia”.

Comentei com o professor que nos hospedava, e ele me respondeu: “É isso mesmo, é a consciência do dever, da honestidade. Se nós ludibriarmos a companhia do trem, como vamos cobrar serviço de qualidade”?

Semelhante situação teria ocorrido em Estocolmo: Conta-se que havia, entre muitas catracas normais e comuns, uma de passagem grátis, livre. Então o jovem brasileiro questionou a vendedora de bilhetes o porquê daquela catraca permanentemente liberada, sem nenhum segurança por perto.

Ela, então, explicou que aquela era destinada às pessoas que, por qualquer motivo, não tivessem dinheiro para o bilhete da passagem. 

Com sua mente incrédula, acostumada ao jeito brasileiro de pensar, não conteve a pergunta, que para ele era óbvia: “- E se a pessoa tiver dinheiro, mas simplesmente não quiser pagar”? A vendedora esfregou os olhos límpidos azuis, num sorriso de pureza constrangedora: “- Mas por que faria isso”?

Sem resposta, ele pagou o bilhete e passou pela catraca, seguido da multidão que também havia pago. A catraca livre continuou vazia.