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O rio da minha infância

Osvino Toillier - 25/02/2017

Quando vejo a superfície de um rio, de uma lagoa, eu me lembro das incríveis experiências de pescaria com meu pai no pequeno rio da minha terra, que era o universo mágico da minha infância. A canoa fora feita pelo pai, e nós, meu irmão e eu, tínhamos a tarefa de levar a embarcação rio acima sábados à tarde para, no domingo de manhã cedo, antes do amanhecer, iniciar a pescaria, descendo suavemente o rio, procurando descobrir onde haveria peixe para poitar a canoa.

E assim, inocentemente, íamos sendo levados pela correnteza mansa do rio, em busca de lambaris e dos nossos sonhos. Enquanto isso, pela estrada que ladeava o rio, deslizavam carroças barulhentas em direção à vila para a missa dominical.

O rio mágico da minha infância concentra o universo poético que esconde vivências impenetráveis. Tenho passado pelas proximidades, mas as águas já não mais as mesmas, as cachoeiras mudaram de curso e possivelmente os peixes mudaram de esconderijo. Meu pai teria certamente muita decepção, se voltássemos a deslizar pela superfície do rio da minha infância. É melhor deixar só na lembrança.

Interessante como vida a fora a gente acaba voltando à infância e, em meio a ternas lembranças, redescobrindo que lá está o paraíso com nossas inocentes utopias que viajavam a bordo dos barquinhos que fabricávamos e que enfrentavam a correnteza do riacho do nosso pátio, e onde podíamos lançar nossas embarcações à prova dos perigos da correnteza.

Somente havia algum perigo em caso de muita chuva e enchente, mas dificilmente o arroio ia além das margens. Como o rio também. E aí fui aprender uma verdade incontestável: o que torna o rio poderoso são suas margens. Isso mesmo! Transportado para a realidade, a metáfora faz sentido: queira ou não, a vida nos impõe limites, margens e, quando o rio as ultrapassa, a enchente transforma tudo em pântano.

O arroio da minha infância está reduzido a um filete de água, e os meus barquinhos já teriam dificuldade em navegar no pouco de água que resta; no rio, igualmente judiado, porque a ganância desmatou as margens a fim de plantar mais alguns pés de milho, com as enchentes se foi o barranco para o fundo do rio, e os poços com os peixes desapareceram. Como vou explicar isto ao meu pai?