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Sagradas origens

Osvino Toillier - 03/02/2017

Eu desejo falar do sentimento que está indelevelmente guardado na memória do meu coração, que é a lembrança da terra, as minhas vivências incríveis na labuta junto com meus pais e irmãos na lavoura e a liberdade da roça. Pode ser vida dura, sacrificada, mas é inegável a magia do contato com a terra, que generosa se abre à semeadura e ao plantio para o sustento daqueles que nela trabalham.

O contato com os animais é outra preciosa vivência que humaniza, verdadeira reverência à vida. Servem os bichos para trabalhar como servem para alimentar. 

Na roça, predomina a amplidão, a gente tem a visão do horizonte. O meu saudoso amigo Rubem Alves diz que “a roça é o lugar onde o vazio é grande. A cidade é o lugar onde o vazio é pequeno. Na cidade a gente olha para fora, e os olhos logo batem num edifício, num muro, nos automóveis. Na cidade a gente vê curto. Na roça, porque o vazio é grande, os olhos veem longe, muito longe: os campos, as matas, as montanhas no horizonte, o sol que morre, a lua que nasce, as estrelas... Que coisa bonita é ver a cortina branca da chuva que vai chegando... Quando o vazio é grande o mundo cresce”.

Não é lindo isso? É preciso falar disso para os jovens que ainda estão no interior para valorizarem este paraíso que é terra e não fiquem sonhando apenas com as luzes da cidade, que fascinam, mas tantos perigos escondem. Tratar da terra é tão nobre quanto a mais graduada função acadêmica. Cuidar da terra tem a dimensão da sacralidade e deveria ter o respeito sagrado de todos. 

Um dos desafios é a gente ensinar aos filhos e netos a sacralidade da terra. Plantei flores e hortaliças com a minha neta maior, e foi uma experiência encantadora para nós dois. Especialmente, depois quando ela pôde fazer a primeira colheita daquilo que normalmente se busca no supermercado.

O retorno às origens, para quem puder fazer, é muito importante e reproduz vivências que certamente vão para a memória do coração, alimentam a imaginação e fortalecem as raízes e as origens.