Edição do dia 15/11/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

CTG Tiarayu é o grande campeão do Enart
VARIEDADES - Candeeiro da Amizade, de Vera Cruz, venceu a força B
CTG Lanceiros evidencia os direitos da Mulher
VARIEDADES
Inicia mais um Enart
GERAL - A 34ª edição do evento reúne em Santa Cruz do Sul os apaixonados pela cultura gaúcha
ACI: Gabriel Borba é aclamado presidente
GERAL - Ele estará à frente da entidade junto com o vice, César Cechinato, para o biênio 2020-2021
Copa Lisaruth 20 anos tem segunda rodada
ESPORTES
Cestinha Sesi/Unisc disputa o 2º turno das semifinais
ESPORTES
O Avenida ainda não confirmou a sua participação na Divisão de Acesso
ESPORTES
Dia de confirmar classificação
ESPORTES
Regional 2019: Fim de semana tem clássico em Vale do Sol
ESPORTES
Solled Energia ganha o principal prêmio brasileiro do setor
EMPRESARIAL
Secult abre novo prazo para cadastro de entes culturais
VARIEDADES
Marista São Luís é destaque e traz prêmios a Santa Cruz Do Sul
ESPORTES - Somente no Maristão, realizado em Porto Alegre, Colégio conquistou sete premiações
Excelsior: Casa do Cliente foi inaugurada
EMPRESARIAL
Por mês, operação do Rapidinho gera 94 mil advertências
GERAL - Valores ficam pendentes no sistema e precisam ser regularizados pelos usuários
Disputa das finais inicia neste sábado
ESPORTES - Campeões serão conhecidos após jogos de ida e volta nas categorias veterano, feminino e livre
Saúde recebe R$ 150 mil da Câmara
SAÚDE
Mostra do Cerest tem trabalho desenvolvido em Novo Cabrais
GERAL
Palestra debate o Direito sucessório do cônjuge e da união estável
GERAL

O que falar depois de Sygmund Bauman?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 27/01/2017

Foi notícia mundial a morte de Sygmund Bauman, sociólogo que talvez melhor traduziu as complexidades que emolduram as várias faces de nosso tempo. É evidente que Bauman é um daqueles homens que não morrem, apenas deixam a existência física para entrarem na eternidade, e que de tempos em tempos são lembrados por sua genialidade que é atemporal. 

O diagnóstico proposto em várias de suas obras, sobre a volatilidade das relações humanas de nossa época, o que definiu como liquidez, oferece material sociológico, antropológico e filosófico para várias gerações, em especial para aqueles que ainda conseguem sentir um certo desconforto com o mundo que o cerca.

Mas a questão é, o que dizer depois de Bauman? Se concordamos que estamos cada vez mais vulneráveis ao consumo pelo consumo; com a insensibilidade tamanha que fizemos graça nas redes de corpos humanos esquartejados nos presídios do nosso País; com a vulgarização das relações afetivas ao ponto de expor normalmente a mulher em redes sociais, como objetos de uso, sem qualquer sentimento de culpa.

Não há nada simples para ser dito, e muito menos, terei a pretensão de construir um caminho seguro para cruzar este ambiente pantanoso. Mas a roda do tempo não para, e salvo melhor juízo, não há notícia confiável de que o salvador esteja com alguma previsão de baixar na planície da terra, então cabe sim aos homens e mulheres enfrentar a vida como ela é, como já dizia Nelson Rodrigues, por mais espinhosa que seja.

Talvez este seja o primeiro passo a ser dado, uma análise mais realista da vida que temos, olhando ao entorno para tentar divisar o que importa mesmo. Se as relações humanas que ainda mantenho, ou que sobraram, do mundo real, não virtual, estão sendo cultivadas de forma adequada? Se o outro realmente importa? Seja ele filho, pai, mãe, colega, amigo, etc.

Como estamos numa onda narcisista agudizada pelas redes sociais, onde não há limites ao ego, em contrapartida a solidão, como consequência, cobra seu preço, sendo os indicadores sobre o uso de antidepressivos na sociedade contemporânea a confirmação de que algo não anda bem.

Esta atmosfera foi muito bem decifrada por Bauman, e seu legado é ter nos alertado de forma muito contundente, de que a vida pode piorar muito se continuarmos liquidificando a humanidade.