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O que falar depois de Sygmund Bauman?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 27/01/2017

Foi notícia mundial a morte de Sygmund Bauman, sociólogo que talvez melhor traduziu as complexidades que emolduram as várias faces de nosso tempo. É evidente que Bauman é um daqueles homens que não morrem, apenas deixam a existência física para entrarem na eternidade, e que de tempos em tempos são lembrados por sua genialidade que é atemporal. 

O diagnóstico proposto em várias de suas obras, sobre a volatilidade das relações humanas de nossa época, o que definiu como liquidez, oferece material sociológico, antropológico e filosófico para várias gerações, em especial para aqueles que ainda conseguem sentir um certo desconforto com o mundo que o cerca.

Mas a questão é, o que dizer depois de Bauman? Se concordamos que estamos cada vez mais vulneráveis ao consumo pelo consumo; com a insensibilidade tamanha que fizemos graça nas redes de corpos humanos esquartejados nos presídios do nosso País; com a vulgarização das relações afetivas ao ponto de expor normalmente a mulher em redes sociais, como objetos de uso, sem qualquer sentimento de culpa.

Não há nada simples para ser dito, e muito menos, terei a pretensão de construir um caminho seguro para cruzar este ambiente pantanoso. Mas a roda do tempo não para, e salvo melhor juízo, não há notícia confiável de que o salvador esteja com alguma previsão de baixar na planície da terra, então cabe sim aos homens e mulheres enfrentar a vida como ela é, como já dizia Nelson Rodrigues, por mais espinhosa que seja.

Talvez este seja o primeiro passo a ser dado, uma análise mais realista da vida que temos, olhando ao entorno para tentar divisar o que importa mesmo. Se as relações humanas que ainda mantenho, ou que sobraram, do mundo real, não virtual, estão sendo cultivadas de forma adequada? Se o outro realmente importa? Seja ele filho, pai, mãe, colega, amigo, etc.

Como estamos numa onda narcisista agudizada pelas redes sociais, onde não há limites ao ego, em contrapartida a solidão, como consequência, cobra seu preço, sendo os indicadores sobre o uso de antidepressivos na sociedade contemporânea a confirmação de que algo não anda bem.

Esta atmosfera foi muito bem decifrada por Bauman, e seu legado é ter nos alertado de forma muito contundente, de que a vida pode piorar muito se continuarmos liquidificando a humanidade.