Edição do dia 22/01/2019

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Zygmunt Bauman: humanismo puro

Osvino Toillier - 20/01/2017

Quando partem pessoas que marcaram época pelo legado que deixaram, abre-se enorme vazio para assimilar as ideias e a obra.

Eis que fomos surpreendidos pela morte de Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, que dedicou a vida para tentar entender o mundo de hoje, as consequências da pós-modernidade, que ele chamou de 'tempos líquidos', cunhando a  época, em que perdemos as certezas e tivemos de encontrar saídas para as incertezas.

Bauman viveu os horrores da guerra em seu país, foi perseguido por suas posições políticas e como judeu, abrigou-se finalmente em Londres, onde foi professor na London School of Economics e escreveu a maioria de suas obras, entre elas: Modernidade Líquida, Amor Líquido, Tempos Líquidos.

A sua obra ajudou a compreender as transformações das pós-modernidade, que desconstituiu antigos postulados dos tempos do território – fase sólida – quando havia regras e princípios definidos, que davam segurança e afastavam o medo; na passagem para a fase líquida, segundo Bauman, rotinas e padrões se decompõem e dissolvem mais rápido que o tempo leva para moldá-las

Eis a questão central do desafio que estamos vivendo. Não adianta procurar causa única para isso, é o resultado do conjunto de mudanças e transformações a que a humanidade vem assistindo ao longo de décadas, sem condições de evitá-las. As incríveis inovações tecnológicas, mudanças de comportamentos, concepções de sociedade, configuração de família, radicais mudanças educacionais, enfim, abertura de fronteiras, globalização, queda de muros e fronteiras ideológicas, tudo isso trouxe repercussões em todos os campos da atividade humana.

E o que dizer das instituições educacionais: por um lado, sofrendo o impacto de um tempo de instabilidades e incertezas; de outro, com a missão de ser fiel depositária dos valores sagrados da humanidade e guardiã dos princípios que sustentam a dignidade humana.

É certo que nada mais é e será do que foi:  as relações humanas modificaram-se substancialmente, já não se abrem espaços para diálogos generosos e efetivos, os tempos são de pouca tolerância, e a história do bom samaritano é a mais pura realidade. Cercados de parafernália eletrônica, refugiamo-nos em nossos feudos, limitando nossos contatos ao mundo virtual, onde a vida se desdobra à distância, sem maior compromisso e convívio.