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Não é o GPS que vai guiar sua vida

Osvino Toillier - 13/01/2017

Estamos vivendo a realidade digital de forma impressionante e os reflexos desses novos tempos ao nosso redor: cada vez mais expostos aos impactos desta nova realidade: em lugar de uma boa conversa – a mensagem eletrônica; em lugar de um abraço, a imagem de um arquivo com incríveis variações; em lugar da solidariedade diante da dor e do luto, um filme de animação, com a invariável frase: “a vida continua”.

Na verdade, empobrecemos terrivelmente como espécie, porque nos limitamos ao envio de mensagens prontas para traduzir nossos sentimentos. E ainda temos o despropósito de perguntar se a pessoa recebeu nossa mensagem.

O que era para ser um recurso de humanização transformou-se em individualismo cruel, solidão e abandono. Nenhum clique dos nossos incríveis recursos eletrônicos tem a condição de revelar brilho do olho ou abraço de carinho quente, capaz de levantar a gente num momento de baixa autoestima, dor ou luto especialmente, diante de grandes perdas.

A vida continua com seu ritmo alucinante, e os seres humanos, tontos, perdidos com sua parafernália eletrônica, cada vez mais solitários, sem diálogo nem dentro de casa, muito menos por cima da cerca com o vizinho.

Nem é de estranhar que cada vez mais se procure ajuda com profissionais que se disponham a nos ouvir, simplesmente alguém que nos ouça, sem compromisso de nos alcançar soluções mágicas para nossos complexos problemas.

Estou cada vez mais convencido de que a solução dos nossos males está com as crianças, porque são o símbolo de pureza, candura e poesia. O convívio com nossas duas netas tem sido este espaço privilegiado, onde se inventam fórmulas mágicas de resolver os problemas do dia-a-dia ou se aprenda a não dar importância demais para eles e esperar o novo dia com novas energias e inspiração.

E a educação, em sua tresloucada corrida de encontrar soluções mágicas, fórmulas para os alunos terem melhor desempenho para aprimorar presença no ranking, talvez devesse fazer uma pausa e perguntar para crianças e jovens com o que sonham. Qual será a função da escola senão ajudar – no dizer de Rubem Alves – a descobrir a beleza adormecida em cada ser humano e abrir as avenidas fundamentais dos sonhos.

Que tal nos empenharmos para não perdermos a poesia e o encantamento da educação, em vez de seguirmos cegamente as indicações do GPS?