Edição do dia 15/10/2019

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Osvino Toillier - 17/02/2017

Pois é, julgávamos um absurdo manter o povo confinados em seu território, rigidamente policiado, sem poder atravessar a fronteira para outros países. 

Foi a experiência mais marcante da minha vida em 1989, quando ingressei no território da então República Democrática Alemã, e o trem, vindo de Frankfurt, foi parado na fronteira e a tripulação, substituída pelos guardas da Stasi – polícia comunista – que nos conduziria até Berlim, com rigorosa vigilância no decorrer de todo o percurso, inclusive com cães e revista a bordo, sendo necessário visto de trânsito.

Fui alertado a não tirar fotos na viagem, sob pena de ter o equipamento apreendido. Em nosso compartimento, viajava uma moça que começou a chorar quando o trem se aproximava da estação: ela voltava para casa, de onde não poderia mais sair.

Estas lembranças voltam à memória depois da lamentável decisão do Presidente Donald Trump de decretar a construção de um muro para separar os Estados Unidos do México, a fim de evitar a entrada de cidadãos no território americano. 

A perplexidade dos próprios americanos e a reação mundo afora demonstram o sentimento de rejeição e revolta contra esta estapafúrdia decisão, que está na contramão dos tempos atuais, em que dirigentes se unem e dialogam sobre aproximação dos povos, para superar antigas dissensões e sepultar a memória de conflitos que custaram a vida de milhões de pessoas, especialmente nas duas guerras mundiais. 

Ensinam-nos os historiadores que quem não conhece a história está condenado a repeti-la. Parece que o passado traumático, com milhões de vítimas, está sendo esquecido, por conta da estupidez do líder da maior potência mundial, apenas para defender os alegados interesses e proteger o povo americano. 

Quem já viajou para os Estados Unidos sabe do rigor das autoridades de imigração; imaginem agora! Mesmo com visto, não há nenhuma garantia de que o ingresso no país esteja garantido. Ressuscita-se antiga tensão, semelhante à da travessia do Muro de Berlim, quando as autoridades podiam simplesmente negar, na hora, o acesso ao país, humilhando indefesos visitantes. 

Espero sinceramente que não seja o ponto final na política externa americana e volte a reinar o bom senso.