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Muros e cercas - 1

Osvino Toillier - 10/02/2017

A demarcação de territórios levou a humanidade a usar diferentes recursos para efetivá-la. As propriedades do interior tinham marcos, que eram cravados no chão, através de pedras ou madeiras de lei. Lembro ter acompanhado meu pai nesta tarefa. Outras eram demarcadas por cercas de pedras ou de arame, mais para dar limites aos animais. Hoje em dia, tais divisas até são feitas por arames eletrônicos para os animais, com pequena descarga elétrica.

Eu cresci com fronteiras abertas, os marcos estavam encravados na terra e eram sagrados. Jamais alguém poderia mexer neles, sem a concordância do vizinho.

A evolução da humanidade parece que levou os povos a definir limites mais rígidos para as fronteiras, e não poucas guerras aconteceram por conta desta definição. Os mapas foram se modificando por conta do desdobramento de conflitos, e somente o bom senso e abolição de mentalidade belicosa foi capaz de serenar ânimos e garantir a paz entre os povos.

Um dos momentos críticos foi a Segunda Mundial com a redefinição das fronteiras na Europa, particularmente na Alemanha, cujo país foi dividido pelos russos e os aliados. Os anos dramáticos foram os que sucederam ao final do conflito, mas o país só ressurgiu graças aos aliados que se retiram do território, embora tivessem lá permanecido com tropas para garantir a hegemonia, diferente dos russos que somente retiraram suas tropas em 1989, com a queda do Muro de Berlim e a derrocada do Império Soviético.

Em 1989, fui hóspede oficial da Alemanha Oriental, a comunista, e pude entender melhor a história. O Muro de Berlim, assim como o conhecemos, durou 28 anos, e foi erguido em 1961, com 162 km de extensão; a divisa entre os dois países foi feita através de cerca dupla de 1.300 km de extensão, sob rígido controle dos alemães orientais, com torres, espaços minados, cães e policiais. Daí surgiu a dita Cortina de Ferro, que isolou os países do bloco soviético do mundo livre.

Temos outros exemplos de fronteiras demarcadas por cercas fechadas como aquela que separa a Coreia do Norte da do Sul, exemplo de intolerância e arrogância, permitindo eventualmente que irmãos se reencontrem. Uma excrescência num mundo sem fronteiras, pensávamos!