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Ousadia para mudar - 2

Osvino Toillier - 04/08/2017

Terminado o 14º Congresso, os ambientes desfeitos, os estandes desmontados, voltamos à frequência do dia a dia, mas em nossa memória ecoam as provocações dos palestrantes que continuam inquietando os participantes, tentando assimilar imagens e palavras de todos que circularam no palco, a partir do título e até o formato do palco no centro do auditório, rompendo o paradigma habitual, enfim, ruptura completa, inspirado no título: “Ousadia para mudar”.

Qualquer mudança desestabiliza, mas uma vez decidida, não tem como voltar atrás. Cada um de nós vive diversas mudanças de sua vida: umas das mais radicais é mudança de casa, de cidade, de país então nem se fala. São as rupturas radicais, quando se põe tudo em cima do caminhão, fecha a casa antiga e parte sem olhar para trás.

A realidade de hoje desafia a escola a mudar, é imperativo, porque o mudo externo pressiona, impõe-se que não apenas nos modernizemos tecnologicamente, mas incorporemos a pós-modernidade, sem deletar a tradição que nos trouxe até aqui. A pedagoga espanhola Juana Sancho nos ensina que “educação lida com raízes e asas”. Precisamos voar, repensar todo o fazer pedagógico, mas sem jogar fora os valores necessários à formação do ser humano, de respeito à decência.   

Todo o avanço tecnológico de que a humanidade desfruta atualmente não autoriza a nos descuidarmos da sacralidade da vida e dos pressupostos éticos para que encontremos saída para o descalabro político, resultado do descuido com a formação de líderes, hoje em dia voltados para os interesses próprios e pouco para o coletivo da sociedade.

“Ousadia para mudar”, sim, mais para sair do lamaçal em que escorregamos do que encher escolas com tecnologia. É necessário humildade em vez de arrogância, incorporando o legado poético de Adélia Prado: “Senhor, livra-me de ser grande”.