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Vazio existencial

Osvino Toillier - 25/08/2017

Nosso tempo é pródigo em sentimentos que vão na contramão de tudo que a pós-modernidade prometia: felicidade, realização plena dos sonhos, capacidade de solução dos problemas, enfim, superação dos limites e de tudo que nos confinava como seres humanos em nossos feudos. Somos poderosamente globais!

Na verdade, porém estamos sujeitos a um vazio existencial sem precedentes, a realidade de pessoas que perderam o centro e não sabem a partir de que viver. Erich Fromm, psicanalista, psicólogo e sociólogo alemão, constata que “o homem não se sente a si mesmo como portador ativo de suas próprias capacidades e riquezas, mas como uma coisa empobrecida que depende de poderes exteriores a ele”. Ainda segundo o autor, “a sociedade capitalista converteu-se num fim em si mesmo”. 

A ele juntou-se nesta leitura pessimista da nossa realidade, o também filósofo Carl Gustav Jung, que ousou definir a neurose como “o sofrimento que não encontrou o seu sentido”. E onde falta sentido, segundo José Antonio Pagola, “impera a desintegração e fragmentação da pessoa, o consumo despersonalizado, corrida às drogas, tendência psíquica e a deterioração corporal”.

E como decorrência do quadro de vazio existencial, surge a busca incessante pelo consumismo, transformado no sentido mais importante da vida, mas cuja posse não preenche o vazio interior. E aí vamos novamente invocar Erich Fromm: “O mundo é um grande objeto para nosso apetite: uma grande maçã, uma grande garrafa, um grande peito; nós somos os lactantes, os eternamente expectantes, os esperançados e os eternamente desiludidos”. 

O resultado de tudo isso é a solidão e a ausência de sentido de vida, que precisam ser compensados pelo sentimento de amar e sentir-se amado. Este é o grande desafio com que precisamos nos preocupar.