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Eu quero ver as flores

Osvino Toillier - 27/10/2017

Há pessoas tão especiais cuja memória as leva muito além do tempo de vida. Quando partem, não se abre um vazio, porque um universo de recordações a torna mais viva a cada dia que passa. 
Pois assim foi com a “tia” Erica como todos as chamávamos desde que a conhecemos no Colégio Mauá em fevereiro de 1959, no exame de Admissão. Vindo do interior – naquele tempo Sinimbu era isso – os meninos internos precisavam aculturar-se na realidade urbana, onde eram cuidados pelo casal Nelson e Iria Bender, e no Colégio tinham um anjo da guarda na pessoa da secretária Erica Müller. Um dia disse que eu era filho dela, sob os protestos amorosos de minha mãe!
Pois ela adormeceu tranquilamente no 19 de outubro, em sua residência, à noite. Apagou a velinha e deixou a todos órfãos.
Nesse mesmo dia, depois da consulta médica à tarde, na volta para casa, pediu que o táxi fizesse um giro pela cidade para ver as flores. Circularam com ela por diversos locais para ela encher os olhos diante da paisagem florida que ela tanto queria ver. “Agora, basta, podemos ir para casa”. Fora a despedida da sua amada cidade. Partiria ainda naquela noite.
À medida que a notícia se espalhou, a cidade foi se enchendo de tristeza pela perda de uma pessoa exemplar, que espalhou muita luz. Participou de diversas entidades beneficentes, como Recordar é Viver, do 25 de Julho, e da Velha sempre Jovem Guarda, deixando  legado imperecível de afeto e valores de respeito à vida e amizade. 
Particularmente, tenho uma dívida de gratidão com ela, porque, no meu primeiro dia de trabalho no Colégio Mauá, em julho de 1964, fez-me providenciar a Carteira Profissional, fundamental para futura aposentadoria. Acolheu-me na secretaria onde me ensinou postura profissional, responsabilidade com as tarefas e organização dos documentos escolares, que não podiam ter qualquer rasura nem incorreção. Pessoa assim não morre jamais!