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A vida como ela é

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 09/02/2018

 

Os acontecimentos da cena política e jurídica dos últimos tempos me lembrou do famoso cronista Nelson Rodrigues, que na década de 50 fez sucesso ao trazer a luz crônicas que abalavam a moral e bons costumes que há época eram evocados pelas “pessoas bem” deste País.
Nunca como antes em nosso País a sociedade teve acesso ao volume de negociatas, acordos fraudulentos entre corruptores e corrompidos, como tem ocorrido nos últimos três anos. No triênio em que já dura a operação lava jato, é estarrecedor o volume das cifras e de envolvidos que tal processo já revelou aos cidadãos deste País.
Nas conversas do dia a dia, é muito comum ouvir um certo desalento das pessoas com toda a fratura exposta da fauna política nacional, pois ao que parece, as pessoas eram mais felizes quando não sabiam de nada ou quase nada, sendo que na pior hipótese somente suspeitavam da corrupção que cerca nossa Pátria desde seu nascedouro.
Em certa oportunidade já disse neste espaço de que a análise em praça pública que o País vem fazendo, poderia criar problemas internacionais, e inclusive na época citei os exemplos do Volkswagen da Alemanha que teve problemas com os catalizadores e o escândalo da WikiLeaks dos Americanos.  Ainda continuo com a tal forma de percepção e parece que aquilo que disse a menos de um anos atrás se confirma, pois o mundo está atribuindo ao Brasil o título de mais corrupto do planeta.
E nesta verga, como se diz no interior, considero que o outro lado da moeda também deve ser visto, pois enxergar a vida como é nos faz mais centrados no mundo real, afastados das ficções e em especial da fantasia de que a democracia poderá resolver todos os nossos problemas. O regime democrático também tem limites, o que aliás o filósofo Norberto Bobbio já alertava na década de 80, quando escreveu sobre os efeitos colaterais da democracia italiana. 
Mas não há como negar que nunca a sociedade teve possibilidade de saber tanto sobre suas instituições democráticas, e questioná-las e ou discuti-las, e neste caso me parece também ser inaugural o debate sobre o Supremo Tribunal Federal e seus membros, o que nunca havia ocorrido. 
Como vemos, a devassa atinge a todos, e os resultados disto tudo cada vez mais imprevisíveis, o que gera um justificado motivo da insegurança que atinge a todos, pois a sensação deste desnudamento institucional faz com que caiam verdades que talvez nunca existiram.