Edição do dia 18/10/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Os últimos dias da 35ª Oktoberfest
VARIEDADES - Confira o que aconteceu nesta semana e o que vai movimentar o fechamento da festa
1ª Semana Lixo Zero: Tudo pronto na programação
GERAL - Objetivo é incluir o município na lista de cidades com o título Lixo Zero, concedida pelo ILZ
Menos barulho nas comemorações de fim de ano
GERAL - Assembleia Legislativa aprovou dois projetos referentes ao uso de fogos de artifício
Evento apresenta o que há de melhor em arquitetura
GERAL - Os ambientes foram decorados por profissionais renomados
Equipe do Colégio Mauá se destaca no Nacional
GERAL
Novo Cabrais: Novas soberanas serão conhecidas nesta sexta
VARIEDADES
Novo Cabrais: Uma história que se constrói a cada dia
GERAL - Município comemora 23 anos de emancipação político-administrativa com desenvolvimento e progresso
Novo Cabrais: Saúde realiza atividade de prevenção
SAÚDE
Novo Cabrais: Feira de Saúde terá palestras sobre depressão e suicídio
SAÚDE - Evento tratará tema que vem em crescente demanda no município e na região e também oferecerá serviços gratuitos
Empregar RS disponibilizará 50 vagas
GERAL
Marcel Knak é o novo coordenador
GERAL - Ele será responsável por atender 23 municípios da região
Fios de Esperança: um ato de amor
GERAL - Projeto voluntário promove a autoestima e melhora a qualidade de vida de pacientes com câncer
Dia do médico: Celebre o profissional que cuida da sua saúde
ESPECIAIS
Dia do pintor: Eles dão mais cor ao nosso mundo
ESPECIAIS
Farsul em Campo: Seminário teve um dia repleto de atividades
GERAL - Evento contou com a participação de aproximadamente 150 pessoas
Pompéia de cara nova
EMPRESARIAL - A loja ampliou o espaço e o mix de produtos
Influencers Live Show: Gravações iniciam na próxima semana
GERAL - O programa vai ao ar a partir do dia 2 de novembro
Entrega de recursos ocorre na próxima terça-feira
GERAL

Perigosas convicções

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 16/02/2018

Na semana que passou, foi noticiado um fato que deixou toda a sociedade do Rio Grande do Sul estarrecida, pois segundo veiculado na imprensa, o Delegado da Polícia Civil, Dr.  Moacir Fermino Bernardo, instruiu todo um inquérito policial com base em suas convicções religiosas, o que acarretou na prisão de 5 pessoas pelo período de um mês, bem como a divulgação de seus nomes em vários meios de comunicação pela suposta prática de esquartejamento de duas crianças em ritual satânico. 
A situação somente não é mais grave em razão da intervenção do titular da Delegacia, Dr. Rogério Baggio Berbicz, que ao retornar das férias,  por várias razões  percebeu que algo muito grave estava acontecendo no inquérito presidido por seu colega, motivo pelo qual determinou novas diligências e concluiu que a investigação efetuada pelo convicto colega estava toda fundamentada em falso testemunho, e também, agora está claro, nas convicções religiosas do policial civil, o que culminou com a soltura dos investigados, e com uma elogiosa entrevista coletiva onde tentou-se reduzir o dano já causado pela autoridade policial totalmente cegada por suas convicções religiosas.
O enredo acima mais parece obras de ficção, não fosse um fato que ocorreu em pleno século XXI, onde as técnicas de inteligência investigativa já há muito superaram, a velha e muito mal usada prova testemunhal em boa parte das investigações criminais. Diga-se que não tem sido incomum no último período fazer uso de delações premiadas para indiciar pessoas que posteriormente sequer são denunciadas, mas tiveram seu nome já divulgado em todos meios de comunicação.  O resultado de tais práticas, com certeza será no futuro a indenização daqueles que foram indevidamente acusados de fatos que nunca tiveram qualquer participação, sendo por consequência, o Estado o responsável pelo pagamento de tais indenizações, retirando dos cofres públicos os parcos recursos existentes.
A situação ocorrida é um ponto fora da linha, pois a convicção religiosa do agente era algo extremado, que foi percebido pelo colega. Mas cabe questionar até que ponto os agentes públicos com poder de prender e soltar conseguem manter-se afastados de suas posições pessoais, seja sobre religião e política? Não faz muito, o Procurador Federal Deltan Dalagnol disse em rede nacional que não tinha provas, mas tinha convicção sobre a responsabilidade do ex-Presidente Lula ser o chefe da quadrilha que saqueou a Petrobras. O resultado disso tudo já se viu no julgamento do dia 24.01, quando o TRF4 aumentou a pena de Lula, mesmo frente a fragilidade da prova existente, onde ficaram patentes as convicções pessoais dos Magistrados, pois fundamentaram a decisão em depoimentos de delatores que obviamente tinham motivo para mentir.
Por essas e outras, a Presunção de Inocência não é mera ficção jurídica grafada no texto Constitucional, e as convicções de quem quer que seja, sempre devem ser vigiadas, pois são muito perigosas.