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O temeroso Temer

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 23/02/2018

Desculpas antecipadas pelo trocadilho, mas achei curioso, para não dizer outra coisa. Mas falando sério, o Presidente Temer dá claras demonstrações de que não quer deixar o cargo como fizeram os outros dois vices que assumiram, no caso Sarney e Itamar Franco. As atitudes de Temer deixam claro que no apagar das luzes do seu mandato deseja recuperar sua imagem, como se isso ainda fosse possível.
O exemplo mais simbólico certamente é a intervenção na área da segurança do Rio de Janeiro, onde de forma totalmente desarticulada do dia para noite, o Governo Federal decretou de forma autoritária a intervenção, sob o argumento de que a segurança do estado carioca estaria fora de controle, e para resolver a situação, convoca o Exército para ser o salvador da Pátria. 
Não há nenhuma novidade de que o Rio é violento e já faz muito tempo, e que algumas medidas lá tomadas no decorrer dos últimos anos, em especial as UPPs, foram sim medidas bem sucedidas, se levar em conta o caldo social complexo em foi forjada a cidade do Rio de Janeiro, isto desde a coroa portuguesa ter instaurado a cidade como capital do País. Todos os especialistas em segurança que se manifestaram no decorrer da semana não tiveram dúvida em dizer que o caminho para avançar na área de segurança está distante da missão constitucional do Exército Brasileiro, o que certamente Temer também sabe, mas isto não é o que interessa ao Presidente.
A intenção de Temer é recuperar sua imagem totalmente desgastada por sua atitude de traidor, bem como sua política neoliberal que privatizou tudo que conseguiu até agora, e a estratégia usada é muito simples, o que aliás todos os ditadores sempre fizeram historicamente, primeiro plantaram o medo, e no momento seguinte, apresentaram uma solução mágica, com um misto de força e truculência. 
E na esteira de que há na população uma considerável parcela de pessoas que nutrem um apreço por ditadores, e/ou por discursos ditos de linha dura, sendo o exemplo de Bolsonaro a amostra mais clara. Temer tenta surfar nesta onda, pois acredita que o discurso da força e da truculência sempre terá seus adeptos, e diga, que são os mais fiéis, pois são poucos os casos na história em que torturadores tenham pedido desculpas a suas vítimas, ao contrário, quando não negam, afirmam que o método usado era necessário para salvar o País das mãos do comunismo.
Assim, Temer vai pelo pior caminho para um político em um regime democrático, que é adotar práticas ditatoriais para tentar se salvar. Temos que torcer que o ano passe rápido, pois os fatos indicam que não há limite no ego do Presidente.