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Uber em tempos de precarização

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 02/03/2018

Como nossa cidade não é uma ilha, nesta última semana tomamos conhecimento de que uma empresa virtual de transporte individual começou suas atividades, mesmo que não tivesse uma regulamentação anterior deste serviço pelo poder público local. A regulamentação está sendo discutida agora e nos próximos dias deverá ser encaminhada para a Câmara de Vereadores, e diga-se, que nesta semana houve aprovação de lei na Câmara dos Deputados que aprovou a matéria regulamentado a operação dos aplicativos em nível nacional.
Apesar da ausência normativa, o Uber já opera em várias cidades do País e tem, salvo melhor juízo, a aprovação de seus usuários. O negócio parece ser algo de outro mundo, pois segundo se notícia, o valor cobrado pelo serviço pode ser equivalente a 50% do valor cobrado pelos taxistas.
É neste aspecto que quero refletir no presente texto. Mas quem paga a conta desta diferença enorme? O Uber não é com certeza, pois recebe 25% dos valores arrecadados pelos credenciados ao aplicativo. Não há informação que dê o indicativo de que os serviços prestados pelos taxistas estejam hiperfaturados, aos menos em nossa cidade. Então quer dizer que a conta deve ser paga por alguém, e ao que tudo indica, é o credenciado ao serviço que paga, pois é ele que fornece o veículo, combustível, manutenção, impostos, seguro e presta o trabalho.  Deverá ainda o trabalhador fazer contribuição previdenciária como autônomo, caso queira se aposentar no futuro.
Ou seja, como já se sabe desde a década de 30, não há almoço de graça, e se forem fazer um planilha de custo provavelmente ter se a clara percepção que tal forma de contrato não gera receita a médio prazo, pois os custos irão superar a receita. Mas, o mais grave é que haverá a precarização de um serviço já consolidado e que funciona muito bem, que é o serviço de táxi existente na cidade.
Desta forma, em tempos de precarização das relações de trabalho que vivemos no País, o serviço do Uber parece ter atingido o seu estágio maior, pois além de fazer concorrência desleal, promete o que não consegue entregar aos seus parceiros, e desregula um serviço que ao menos em nossa cidade tem poucos problemas.