Edição do dia 22/01/2019

EDIÇÕES ANTERIORES FOTOS VIDEOS FALE CONOSCO HISTÓRICO - Primeira Edição SANTA CRUZ EM NÚMEROS TELEFONE ÚTEIS

Últimas Notícias

Avenida empata pela segunda vez no Gauchão
ESPORTES - Periquito cedeu igualdade para o Brasil de Pelotas. Próximo jogo é domingo contra o Caxias, fora
Unisc divulga listão dos aprovados no curso de Medicina
GERAL
Secretaria de Esporte promove 1º Santa Cruz Kangoo Fest
ESPORTES
Seminário Internacional com inscrições abertas
EDUCAÇÃO
Centro de Cultura será revitalizado
VARIEDADES
Estão abertas as inscrições de produções audiovisuais de todo o RS para o 6º CineSerra
VARIEDADES
RS pede a suspensão de reajuste de juízes, promotores e defensores
POLÍTICA - Governador faz reunião de emergência e detalha crise financeira
Desenvolvimento Regional
GERAL - Unisc e Unitau promovem Doutorado Interinstitucional
Processos de cassação do direito de dirigir cresceram em 2018 no RS
GERAL
Denúncias aumentam entre dezembro e março
GERAL - Fiscalização já emitiu mais de 100 notificações sobre terrenos baldios em janeiro
As tensões na agenda
OPINIÃO
A educomunicação, o jornal e a sala de aula
OPINIÃO
Produção e difusão do conhecimento: estratégia propulsora para inovação
OPINIÃO
Dia do Aposentado: Passo a passo, a evolução da Previdência
ESPECIAIS
Apopesc investe para atrair novos associados
ESPECIAIS
Santa Cruz já pode ter cemitérios privados para animais
GERAL - A partir de agora cabe a empresas interessadas abraçar a causa
Gauchão 2019: Avenida recebe o Brasil de Pelotas
ESPORTES - Periquito, que vem de empate na primeira rodada em Veranópolis, enfrenta Xavante hoje à noite, nos Eucaliptos
Crítica à perpetuação no poder
EDITORIAL - O caso da Venezuela evidencia as consequências da ditadura

Mais realista que o rei

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 02/02/2018

A expressão acima de certa forma traduz o sentimento que se teve com o julgamento do ex-Presidente Lula na semana passada. Os julgadores do TRF-4, demonstraram em seus votos redigidos muito antes do julgamento, que não havia nenhuma esperança a ser dada ao apelante.  Os fundamentos arrolados pelos três Desembargadores eram de sintonia sinfônica, onde além de elogiar e enaltecer toda a atuação do Juiz de Primeiro Grau, juiz Sérgio Moro, foram ainda além, pois aumentaram a pena do réu de forma unânime, sem que nenhum dos outros dois julgadores questionasse o relator sobre os critérios de dosimetria da pena, pois como o juiz Moro foi tão elogiado, manter sua sentença na íntegra deveria ter sido consequência lógica. 
O resultado do julgamento não foi surpresa para ninguém, pois como disse o Advogado do ex-presidente Lula,  ficou estampada a enorme vontade de condenar dos Dignos Desembargadores do TRF-4,  que além de desprezarem por completo as alegações de todos os advogados que fizeram sustentação oral, pois os votos já estavam prontos, como se viu na leitura enfadonha dos mesmos, demonstrou para a sociedade não jurídica, que os julgamentos nos tribunais  dispensam a participação dos advogados, pois a sustentação oral é mero ato formal, senão teatral, que nada muda a convicção dos juízes, que já estão com seus votos redigidos. 
Mas o cenário acima é muito mais complexo do que aparenta no primeiro olhar, pois não precisa ser cientista político para compreender que a sentença criminal proferida contra o ex-Presidente Lula, teve como objetivo evidente afastá-lo da corrida eleitoral deste ano. Tanto é, que o julgamento foi antecipado para o mês de janeiro, quando poucos julgamentos ocorrem nos tribunais, pois é sabidamente um dos meses preferidos para as férias dos magistrados e advogados. As motivações que levaram ao julgamento tão célere e unânime, talvez ultrapassem as barreiras jurídicas, e com certeza serão objeto de estudos sociológicos e jurídicos no futuro, sobre o amálgama que forjou e forja as relações de poder da sociedade brasileira. 
Tenho para mim que a convicção dos juízes que julgaram Lula não foi formada nos autos do processo. As decisões contra o ex-presidente Lula deverão continuar, pois, quando a Digna Presidente do STF, Ministra Carmem Lúcia, em jantar informal diz que discutir a questão de prisão para condenados em segundo grau não deverá ser colocada em pauta em razão da condenação do Lula, pois iria apequenar o STF, dá sinal verde para torrente de arbitrariedades que estamos assistindo. Talvez os julgamentos do Renan Calheiros e Aécio Neves, que ocorreram no ano passado e de forma muito célere, (o primeiro por desobediência a ordem judicial e o segundo para rever o afastamento do Senador), tenham elevado em muito o prestígio da Corte Suprema.
Como se observa, a candidatura do Lula, que mesmo após o julgamento continua com altos índices de aprovação, poderá dar lugar uma trágica condição de termos Bolsonaro como alternativa. Não posso acreditar que vamos regredir tanto.