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Os jornais e o jornalismo

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 27/04/2018

A realidade virtual vivida é inevitável e incontrolável, tanto para o bem como para o mal, e neste contexto os jornais impressos estão tentando sobreviver de forma heroica. O avanço do acesso à internet em lares brasileiros é uma realidade, e por tal razão, a ocupação do espaço antes destinado aos jornais como meios de comunicação e busca de informação perde um espaço importante.
E neste sentido, tenho para mim que o papel dos jornais será e já é em boa medida um espaço para reflexão, análise e compreensão dos fatos ocorridos e não mais um espaço de veiculação de notícias, pois estás já foram dadas muito antes dos jornais terem sido impresso, através das rádios, tv e internet. 
Frente a esta nova e já velha realidade, cabe ao jornalista, profissional que vive da informação e de seus reflexos um papel fundamental, não como ser um mero reprodutor de fatos e conclusões já noticiados pelos meios de comunicação audiovisual acima referidos, mas sim, de verdadeiro artesão da comunicação social, onde deverá lapidar através do seu texto o que os olhos não conseguiram enxergar nas mensagens filmadas pela tv e/ou internet, para atrair a atenção de leitores diferenciados, que não se satisfazem somente com a notícia, mas é desejoso da análise da mesma, de uma crítica fundamentada em conhecimentos filosóficos, históricos e sociológicos.
Isto significa que os jornalistas que pretendem fazer jornal impresso deverão ser profissionais diferenciados. O que aliás já é realidade em um grande número de jornais, onde o papel de analista dos fatos ocorridos já tem sido a tônica de muitos jornais que circulam no país e no mundo. 
Tal condição significa que os jornalistas terão a sua frente uma tarefa ainda mais árdua, que é a constante e interminável leitura do que passa nos bastidores da notícia,  e para exercer tal ministério, a preparação intelectual e permanente, com leitura, conhecimento da história, da filosofia, da sociologia, antropologia, política, e talvez informática, irá torná-lo um profissional diferenciado, e por consequência irá atrair a atenção de um leitor sedento por não ler o óbvio, mas sim resultado de processo intelectual genuíno de um profissional único, e por tal razão merecedor de sua atenção.
Assim, acredito que a sobrevivência do jornal impresso depende atualmente mais dos jornalistas qualificados do que de seus proprietários, pois a matéria prima que lapida um bom jornal é o seu autor, que são os jornalistas e sua forma de ver o mundo.