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Selva de Pedra

Valério Garcia - 18/05/2018

Para aqueles que tem mais de cinquenta, esse título lembra uma novela transmitida lá pelos idos anos 70, protagonizada pelo ator Tarcísio Meira e pela atriz Glória Menezes. Mas, na verdade, não é para relembrar essa novela que escolhi este tema, mas não nego que tenha a ver com saudosismo.
Esta semana estive na capital gaúcha, Porto Alegre: a “Cidade Sorriso”, como era comumente chamada. O que menos pude constatar eram sorrisos, até me questionei sobre seu apelido. O movimento incessante de pessoas e veículos, a dificuldade de trafegar ou de conseguir estacionamento perto do lugar onde pretendia ir era como que conseguir um prêmio na loteria. Um ritmo frenético tomava conta das pessoas e, o que mais se sentia, era o som de buzinas de carros, juntamente com o ronco de seus motores. Também pude constatar a construção de prédios cada vez mais altos e imponentes, indicando o progresso, afinal de contas se existe construtores e construções, é porque existe progresso. Tudo metodicamente existindo, num contraste entre homens e máquinas. 
Em pouquíssimo tempo já estava com saudade da minha cidade. Saudade do interior. De andar pelas calçadas cumprimentando um e outro; de parar na lancheria de um amigo para aquele bate papo e leitura do jornal diário; das conversas banais sobre assuntos banais, afinal de contas eles também tem importância para nós, pois fazem parte das nossas horas de lazer. Estacionar o carro sem precisar pagar um centavo, e se ficou um pouco longe do destino, posso ir à pé que não me causará problema algum. Olhar vitrines das lojas, não precisar esconder celulares nem carteira, combinar diversas atividades para o final de semana com diversos amigos ou conhecidos. Tomar um chimarrão com o parceiro da loteria. Sentir cheiro de simplicidade e paz, sentir que a felicidade está na palma da mão. Tudo é mais perto, mais fácil e tranquilo. É um tipo de “selva” diferente. Existem mais seres vivos do que concretos; mais calor do que frio, mais cores do que palidez...
A grande maioria das pessoas que moram nas grandes cidades, nas grandes “Selvas de Pedra”, têm origem interiorana e orgulham-se disto. Falo com propriedade sobre esse assunto pois tenho familiares nesta situação descrita. Observem ao falar com alguém que deixou o interior e veja, sinta nos seus olhos a saudade. O progresso sempre será importante, mas a simplicidade e passividade da nossa alma, nunca poderá ser mensurada e muito menos terá um preço. Bom final de semana.