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Faces de uma Greve

Valério Garcia - 01/06/2018

A greve sempre começa por uma categoria ou grupo de trabalhadores que se sentem prejudicados em suas condições de trabalho, sejam financeiras ou estruturais. Em contraste, do outro lado está a categoria que proporciona tais situações alegadas. Ou seja, é um imbróglio entre “peões e patrões”. Todos tem suas razões e seus argumentos e ela termina com a chegada a um acordo que beneficiem ambos. Falando assim parece ser fácil o desfecho, mas não é tão simples. 
Lembro das greves dos professores das quais, em muitas, fiz parte. Pedíamos melhores salários, tempo para planejamentos, melhorias nas escolas e repartições públicas, plano de carreira, plano de saúde, entre tantas outras reivindicações. Lembro também, das greves de operários, principalmente nos grandes centros como São Paulo, mais especificamente no ABC paulista. A presença dos Sindicatos e seus líderes sempre foi muito importante na condução das negociações entre empregados e empregadores. 
Agora estamos vivendo um momento bem distinto nas greves de nosso país. É uma greve que atingiu todos os segmentos da sociedade, não apenas de algumas pessoas, grupos ou categorias. O mal estar é geral e começam a faltar todos os tipos de produtos em nossas prateleiras. O movimento ganha adeptos de todos os segmentos da sociedade, até daqueles que nunca fizeram greve, ou sempre criticaram quem o fazia. Nada como um dia após o outro! A greve é o limite da paciência; é quando não suportamos mais uma determinada situação. Nela existem várias batalhas, com vitórias e derrotas, às vezes num mesmo dia.
Deixo claro que sou totalmente a favor da greve dos caminhoneiros. O que não aceito são pessoas ou partidos políticos querendo tirar proveito da situação. Não aceito e não acredito que uma classe trabalhadora venha clamar por intervenção militar, pois sabemos o que ela fez com nosso povo, e outros que passaram por isso. Não aceito a desculpa que intervenção e ditadura militar são distintas; não são, uma leva à outra. Em 1964 foi assim: a intervenção era para durar alguns dias ou meses e ficou instalada por 21 anos. Não me digam que não houve atrocidades ou sufrágios, pois foi comprovado que houveram, só não tínhamos a divulgação dos mesmos, até porque a imprensa não tinha nenhum tipo de liberdade e era controlada pelos interventores. Leiam sobre o que foi o AI5!! (A maioria dos brasileiros nem sabe o que era isso)!
Como bom brasileiro que não perde a esperança, espero que cheguemos a uma construção coletiva do entendimento, e que ao final, todos parem de perder! Bom final de semana.