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A sociedade do cansaço - 1

Osvino Toillier - 08/06/2018

Vivemos um tempo curioso, difícil de entender, quando o ser humano se lança de busca de conquistas e domínios cujo resultado não produz satisfação nem realização concretamente perceptível.
A vida já não traz concretos resultados, e quanto mais realizamos e conquistamos, mais desafios se abrem a nossa frente, por conta da expectativa do nosso tempo.
Acabo de concluir a leitura de um pequeno livro com o título deste artigo, do filósofo coreano Byung-Chul Han, radicado na Alemanha – autor de outras obras como Sociedade da Transparência, Agonia do Eros e Topologia da Violência – cuja obra o aponta como substituto do Sygmunt Bauman, formulador dos Tempos Líquidos.
A reflexão do filósofo coreano nos leva a examinar a sociedade do nosso tempo, voltada a tirar o máximo de produtividade de si mesmo, e não mais por uma sociedade disciplinar, em que alguém determina o que fazer e nos controla e exige de nós a superação de metas.
Cada época de humanidade teve seus desafios, mas atualmente ele está voltado para a compreensão do que realmente está acontecendo com a humanidade.
Diz o autor: “o sujeito está livre da instância externa de domínio que o obriga a trabalhar ou que poderia explorá-lo. É senhor soberano de si mesmo. [...] O explorador é ao mesmo tempo o explorado”. E citando Nietzche, afirma: “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para nova barbárie. Em nenhuma outra época os ativos, isto é, os inquietos, valeram tanto. Assim, pertence às correções necessárias a serem tomadas quanto ao caráter da humanidade fortalecer em grande medida o elemento contemplativo”.
A absolutização do trabalho, segundo aponta Hanna Arendt, caminha de mãos dadas com a evolução no surgimento e difusão da sociedade. O autor afirma que “a perda moderna da fé, que não diz respeito apenas a Deus e ao além, mas à própria realidade, torna a vida humana radicalmente transitória”.
O que sobra para o ser humano? Vamos ver na continuidade desta reflexão na próxima semana.