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A Sociedade do Cansaço

Osvino Toillier - 15/06/2018

Eu venho da atividade da lavoura, demarcada nitidamente pelo nascer e por do sol, tempo possível de trabalho, restando a atividade de tratar os animais e recolher-se para o descanso em casa. Tempo de convívio em família e para eventuais preparativos para o outro dia e descanso.
Pela natureza da atividade, não havia como expandir o trabalho à noite. Hoje em dia, segundo o autor Byung-Chul Han, “o tempo de trabalho que está se universalizando, destrói aquela época celebrativa como tempo de festa”. Cercamo-nos permanentemente com atividades do nosso trabalho em decorrência do uso da tecnologia, que já não nos deixa em paz porque não conseguimos nos desplugar. Somos vítimas e algozes de nós mesmos. O tempo de celebração desapareceu totalmente, e nos deixou abandonados, perguntando pelo sentido do que estamos fazendo.
No dizer do autor, “o hipercapitalismo dissolve totalmente a existência humana numa rede de relações comerciais [...] e transforma todas as relações humanas em relações comerciais. Ele arranca a dignidade do ser humano, substituindo-a pelo valor de mercado”.
E, para concluir, aí vai o arremate do autor: “Esse universo-mercadoria não é mais apropriado para se morar. Ele perdeu toda relação com o divino, para com o sagrado, com o mistério, com o infinito, com o supremo, com o elevado. Perdemos a capacidade de admiração. Vivemos numa loja mercantil transparente, onde nós próprios, enquanto clientes transparentes, somos supervisionados e governados. Já é tempo de rompermos com essa casa mercantil. Já é hora de transformar essa casa mercantil novamente em moradia, numa casa de festas, onde valha mesmo a pena viver”.
Por estas considerações, percebe-se que é preciso cautela com a análise do contexto do mundo de hoje e especialmente do homem pós-moderno, que precisa tomar cuidado com o ritmo alucinante de trabalho com que se envolve, descuidando do seu coração e de um tempo necessário para aquietar-se.