Edição do dia 19/11/2019

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Ideias para compreender o século XXI- 2

Osvino Toillier - 20/07/2018

As sagradas estruturas não ficam imunes às mudanças e cuja repercussão se reflete nas atividades do dia a dia. Antigamente, os rituais religiosos tinham espaço consagrado na vida das pessoas.  Lembro que domingo de manhã, enquanto eu estava com meu pai, a bordo da canoa no rio, ouvia-se o barulho de dezenas de carroças dirigindo-se à missa na vila, enchendo o pátio em redor da igreja. Hoje, possivelmente, todas aquelas famílias tenham carro, mas não sei se a frequência ao culto religioso continua a mesma.

Alain de Botton, um dos conferencistas do Fronteiras, afirma que “as pessoas andam separadas nos dias de hoje. Perdemos o senso de comunidade, e as religiões costumavam aproximar as pessoas. [...] Hoje em dia gastamos o tempo em redes sociais, e elas nos separam e nos condenam à solidão e à perda da empatia”.

Na verdade, as religiões tradicionais estão perdendo espaço a olhos vistos, e fez crescer um difuso desejo da “espiritualidade”.  Segundo estudiosos, “o ateísmo cresce, a ciência e a razão ganharam o jogo, ao menos no Ocidente, e sua vitória é definitiva”.  Por mais que estejamos preocupados com isto, não temos como modificar este quadro. Penso que não podemos deixar nossos filhos ao desabrigo, descuidando-nos da formação espiritual deles.

O adulto está preocupado com bens materiais e a conectividade, e o contato virtual com o outro tem a primazia, e os pais os pais e avós idosos, muitas não plugados nas modernas tecnologias, ficam excluídos do diálogo sobre suas próprias inquietações, gerando solidão e sofrimento.

A vida não pode resumir-se apenas à tecnologia, mesmo com todas as facilidades que nos traz. Temos de preservar a boa e necessária conversa, para falar das nossas emoções e sonhos.