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EDUCAÇÃO

O que está acontecendo?

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 20/07/2018

O questionamento acima certamente está sendo feito por muitos cidadãos do mundo ocidental sobre o rumos da democracia e da própria política, pois as eleições tanto aqui no Brasil, como nos EUA demonstram uma tendência muito clara do avanço de teorias liberais, nacionalistas e preconceituosas.  

O interessante que o movimento de direita, se assim pode ser conceituado, sucede um processo de democratização que teve início na segunda metade do século XX, com a queda de um grande contingente de ditadores, tanto na Europa como aqui na América Latina.  Não estou aqui sentenciando de que os ditadores estão voltando, mas tenho a impressão que vários eleitos aqui no Brasil não tem nenhuma vergonha de terem sido apoiadores do regime militar, e que de certa forma se orgulham de tal biografia.

Se é verdade que a onda de descrédito da política e dos políticos, fez com que os eleitores votem em salvadores de Pátria, como parece o caso de Donald Trump, por outro lado, tem-se a impressão que não há a mesma preocupação sobre a manutenção da democracia e no aprimoramento desta.

A manifestação pela intervenção militar na greve dos caminhoneiros, demonstra de forma muito sutil que a democracia ainda não é um valor inquestionável em nosso País, pois a insatisfação com a política e/ou políticos justifica a intervenção militar, segundo a visão tosca de alguns.

Tal comportamento também se replica no mundo, onde propostas nacionalistas ganham força, seja com a retirada do Reino Unido da União Europeia, com a eleição da direita em vários Países Europeus, aliados a grupos racistas, homofóbicos de extrema direita.

E o interessante que tudo isto ocorre após quase 50 anos de democratização de muitos Países, dentre os quais o nosso e vizinhos da América Latina. Com certeza, todos os democratas do mundo devem estar se questionando, qual o motivo de um meio século de democracia ter parido esta nova direita?  Será que Bertoldt Brecht tinha razão quando afirmou que “a cadela do fascismo está sempre no cio”? Não quero acreditar.