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VOTO COM INFORMAÇÃO

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 10/08/2018

Cada eleição é um laboratório para que temas políticos sejam discutidos, mesmo que involuntariamente por muitos cidadãos, por mais alheios que sejam à política e seus meandros, acabam sendo atingidos pelos debates noticiados pelos meios de comunicação e redes sociais. Tal exposição faz com que milhões de brasileiros se manifestam sobre a baixo nível de uma grande parcela de deputados federais. Mas tal inconformidade não tem representado renovação no parlamente federal, ao contrário do ruído popular, mas os votos das eleições passadas, por mais contraditório que possa parecer, tem indicado que as condições para uma renovação não deve ocorrer no pleito vindouro. Nas eleições que se aproximam, tem se noticiado e observado um sentimento de ausência de lideranças nacionais que possam dar uma linha adequada ao caos político instalado, como se tais lideranças pudessem florescer do nada. Não há passe de mágica, ou as pessoas valorizam seu voto, e para isto a informação deve passar do senso comum, ou continuaremos por muito tempo sem lideranças com estofo para enfrentar as crises sociais, políticas e econômicas que são permanentes. Em um estudo interessante elaborado pela Agencia Pública, disponível no site: http://apublica.org/, intitulado “As Bancadas da Câmara”, foi feito um levantamento das bancadas do Parlamento Brasileiro, e suas afinidades com temas e setores da sociedade brasileira, o que deixa inequívoco quem são as forças nem tão ocultas que influenciam o Parlamento Nacional. Segundo o levantamento, a bancada dos empreiteiras e construtoras tem 226 deputados, a evangélica 196, a agropecuária 207, as dos parentes 238 (dep. que tem algum parente na política) e empresarial 208, dentre outras bancadas menores com a da “bala, da bola, direitos humanos). A informação acima demonstra que a representação popular da supremacia do voto livre e universal, encontra a muralha do poder econômico trazida nas bancadas muito bem articuladas, e que antes de tudo devem satisfação aos seus financiadores o que justifica de forma muito clara a crise de representatividade do Parlamento Nacional. Não se questiona a legitimidade das sociedade civil organizada ter representação parlamentar, mas não pode ocorrer um desequilíbrio tamanho que faça com que os interesses defendidos no parlamento sejam direcionados exclusivamente ao poder econômico. Diante do quadro, com o curto período eleitoral deste ano, se há alguma pretensão de renovação do Congresso Nacional, deverá o eleitor fazer uma avaliação criteriosa da qualidade de seu voto, sendo a informação sobre seu candidato a maior possibilidade de não errar na sua escolha.