Edição do dia 16/11/2018

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O NÃO JORNALISMO

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 31/08/2018

Quem acompanhou nesta semana as entrevistas dos candidatos a presidente no JN/Globo, teve a oportunidade ímpar de assistir como não deve ser feito o jornalismo, na minha modesta opinião. Os entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcelos demonstraram um total desrespeito com os eleitores, pois ao invés de discutir temas relevantes com o candidatos, optaram por polemizar no que há de mais rasteiro na política, discutindo temas irrelevantes, e pior debatendo com os entrevistados suas opiniões pessoais, que em nada interessam ao eleitor.
Uma empresa de jornalismo, que detêm a concessão pública de canal de televisão, tem o compromisso público de fazer jornalismo informativo, e não tentar impor as convicções de seus proprietários e apresentadores, como se estivessem acima do bem e do mal.
Nas entrevistas que assisti, os entrevistadores falaram mais que os entrevistados, e o pior, não deixavam os entrevistados desenvolver o argumento, pois de forma desrespeitosa interrompiam os candidatos, como se tal atitude também fizesse parte do roteiro do mau jornalismo. Não quero crer que tal atitude foi totalmente impensada, pois o grau ardiloso que movimentou todos os atos desta empresa nos últimos 50 anos, nos dá provas que não há nada de ingênuo em suas atitudes, pois Brizola e Lula são o exemplos mais contundentes, o primeiro que em 1982, quase teve sua vitória ao governo do Rio roubada, e o segundo em 1989, com aquela fraudulenta edição do último debate com Collor, além de tantos outros fatos que poderiam ser elencados.
Mas no caso desta semana, ficou muito evidente que não há qualquer preocupação com temas importantes que vão definir o futuro do Brasil, que sequer foram abordados, como por exemplos: o agronegócio, obras de infraestrutura, empresas nacionais, distribuição de renda, educação, saúde, mercado e relações internacionais, dívida pública interna, déficit, judicialização da política dentre outros tantos. A pauta eram temas rasteiros, que tinham por base algumas declarações feitas no passado pelos candidatos, e que na maioria das vezes eram bobagens, que andam à quilômetros de distância dos temas acima indicados.
Por isto, tenho para mim que as entrevistas até agora realizadas em nada vão ajudar o eleitor a decidir seu voto, ao contrário, fica a impressão, como se de forma proposital, se tivesse a intenção de mediocrizar ainda mais o mundo da política, e quanto mais idiota pareça o candidato, mais suscetível ele seja a chantagem em uma eventual vitória no pleito, algo que já estamos cansados de assistir nas últimas décadas.