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Era uma vez a caligrafia - 1

Osvino Toillier - 31/08/2018

Num olhar para o passado de nossas vidas, lembramos com certeza uma disciplina chamada caligrafia: a arte da escrita bonita, com motricidade fina desenvolvida, habilidade treinada desde as primeiras letras, em caderno de linha dupla, tudo alinhado no maior capricho. Primeiro o lápis, depois com pena especial, abastecida no tinteiro e letra caprichosamente secada com mata-borrão.
Não se ficava só na letra cursiva, mas avançava-se em estilos mais sofisticados: letra ronde, com pena bico de pato, letra gótica, com desenho aprimorado das letras. Com tinta nanquim.
E a exposição desses trabalhos mais aprimorados, junto com outros trabalhos manuais, era a glória dos melhores talentos em caligrafia, rivalizando espaço com as demais obras de arte, inclusive, carrinhos em madeira, réplica dos finos modelos de carros da época.
Mas voltemos à caligrafia: era mais do que uma disciplina, era a arte de caligrafar, cujos vestígios se estenderiam para a vida inteira: letra bonita!
Mário Corso, psiquiatra gaúcho, escreveu recentemente sobre isso: “O senso comum já colocou a caligrafia no reino dos hábitos em extinção. O teclado seria uma evolução, e talvez no futuro as crianças não sejam iniciadas na arte da escrita manual. Afinal, para que serviriam horas de domesticação da motricidade fina? Porém os caminhos do nosso cérebro são mais complexos do que os pragmáticos imaginam. Caligrafia não melhora apenas o desenho das letras, ela está ligada, posteriormente, ao aumento da velocidade e fluência na leitura e na fala. É um exercício que treina o cérebro para a intimidade com os símbolos. Experimentos clínicos revelaram conexões impensáveis entre a escrita manual, desenho, e outras aptidões verbais”.