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Breve ensaio sobre a luz e a escuridão

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 05/10/2018

No próximo domingo o País irá fazer mais uma comemoração ao regime democrático, onde o exercício livre do voto tem representação emblemática suprema, onde cada cidadão vale um voto. Tal momento deve ser comemorado e respeitado por todos os democratas de um País, pois em tempos idos tal forma de manifestação cidadã sequer existia, pois o País foi tomado por uma ditadura que suprimiu direitos coletivos e individuais, o que causou efeitos colaterais que ainda são percebidos de forma muito aguda em nossa sociedade.
Quando comemoramos os 30 anos da Constituição de 88, que jogou luz sobre a escuridão que durou 24 anos, deveríamos ter a certeza de que já teríamos extirpado qualquer sentimento autoritário que pudesse ser patrocinado pelo Estado. Mas os embates eleitorais tem demonstrado que ainda temos um enorme desconhecimento sobre o que ocorreu nos anos de chumbo, pois pessoas de boa-fé foram contaminadas por um discurso de ódio, que chega ao absurdo de achar “normal” um candidato ensinar uma criança de colo a empunhar uma arma.
Se há descontentamento com tudo que ocorreu no último período no mundo da política nacional, tal incomodo certamente é fruto do acesso à informação que o regime democrático propiciou aos cidadãos brasileiros. Na história republicana brasileira, nunca houve tanta informação disponível em todos os meios de comunicação sobre todos os escândalos ocorridos. Ou seja, foi a democracia que nos ofereceu tal franquia informativa, o que era algo impensável durante a ditadura. Não preciso enumerar quantas pessoas desapareceram durante o regime, e que até hoje seus familiares choram por eles. Quanto a corrupção daquele período, pouco pode se falar, pois não deixaram rastros e muito menos registros, pois a imprensa, ministério público, polícia federal e judiciário muito pouco ou quase nada podiam ou queriam fazer.
Desta forma, quando agora o discurso moralista volta à tona, como já ocorreu em 1954, e levou a morte de Getúlio, ou em 1964, quando mais de 1 milhão de brasileiros foram as ruas na marcha da família com Deus pela liberdade, e os levou a ditadura. Com certeza pessoas de boa-fé, ao menos na sua maioria, que foram enganadas, dentre as quais cito os grandes juristas, como Sobral Pinto e Paulo Brossard, que logo após o golpe retiraram seu apoio ao regime, pois perceberam que haviam sido ludibriados por um discurso fascista travestido de moralista.
Portanto, nossa experiência histórica e democrática não irá permitir que sejamos encobertos pela escuridão que tanto mal fez a nação no passado recente, e que os 30 anos de vida da Constituição cidadã ilumine a mente e a alma da cidadania brasileira, onde seja possível acreditar que é possível construir uma sociedade lúcida o suficiente, que não cede espaço para a truculência e o fascismo patrocinado pelo Estado.