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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Olhar Parcial - Edison Rabuske - 16/11/2018

Nesta semana comemoramos o 129º aniversário da Proclamação da República Brasileira, e que bem sabemos, que a data de 15 de novembro é mais lembrada por ser feriado, do que pela sua representação política e histórica que teve e ainda tem em nossa vida.
Em uma breve e sumária análise do momento histórico do final do século XIX, temos presente que o País logo após a abolição da escravatura de certa forma passava para outro estágio civilizatório, pois romper com poder oligárquico de séculos de escravidão e exploração da “terra brasilis”, para um concepção de “res pública”, de fato foi algo fantástico e que deve,  na minha modesta opinião ser lembrado a cada ano, pois este processo de instauração de uma nação republicana é algo permanente, que não se esgota no tempo.
A República Brasileira foi implantada com quase nenhuma resistência da monarquia vigente à época, o que por consequência demostra não ter sido fruto de grande movimentação popular, ao contrário, sua proclamação foi fruto de uma composição de forças militares e civis da classe média e alta, com influência europeia e americana, que se consolidaram durante quase todo o século XIX, fruto das revoluções da América do Norte e Francesa, do século XVIII.
Neste contexto, foi escrita a primeira Constituição Republicana do Brasil, em 1891, que foi redigida quase na sua integralidade por Rui Barbosa, que teve como inspiração os fundamentos e princípios da Constituição do Estados Unidos da América. Tal carta também marca oficialmente a separação entre Igreja Católica e Estado, o que na prática levou muito mais tempo, como bem sabemos, mas foi sem dúvida um novo modo de visualizar a Nação Brasileira, que formalmente naquele momento entrega o País a seu povo, ao contrário do que representava a monarquia até então.
Por estes elementos acima pinçados, tenho para mim, que 129 anos é tempo muito exíguo para termos o País que todas as Cartas Constitucionais desde então prometeram, mas também deve ser reconhecido que muitos foram os avanços, em especial a consolidação da Democracia que vivemos atualmente, apesar de tudo que assistimos, estamos tendo condições institucionais de suportar os golpes da vida em coletividade, e ao mesmo tempo discutindo o que em outros tempos sequer era possível e permitido pela sociedade. Estes avanços são muito importantes na roda do tempo.
Se observarmos outras nações que inspiraram a formação do Estado Brasileiro, em especial a Portuguesa, a Inglesa e Americana, em suas experiências longevas também sofrem com atrito das relações políticas, econômicas e sociais, e atualmente estão vivendo contradições enormes em seus países, mas nem por isso há relatos de que pessoas destas nações queiram deixar sua Pátria.
Assim, o pouco mais de um século de República muito mais deu de que tirou da Nação Brasileira, e quando ouço os comentários de brasileiros que pensam em deixar nossa Pátria para viver em outra, tenho para mim que nunca refletiram de o quanto nós avançamos no último século, e que temos muito para fazer ainda, mas a nossa grama é muito mais verde do que a de muitos vizinhos.